Teresa Leal Coelho, deputada e vice-presidente do PSD, assumiu ao Observador que aceitou o convite de Pedro Passos Coelho para se candidatar à câmara de Lisboa. “Quando o presidente do partido entendeu propor-me agarrar este desafio, aceitei e levarei este desafio até ao fim, como fiz em relação a todos os outros que me foram propostos desde 2011”.

Teresa Leal Coelho candidata do PSD à Câmara de Lisboa

A dirigente social-democrata, que também preside à Comissão Parlamentar do Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa (COFMA), recordou ao Observador que poderia ter sido ela a candidata a presidente da câmara logo em 2013, quando Fernando Seara enfrentou António Costa.

Até perto das eleições, o antigo presidente da câmara de Sintra estava dependente de uma decisão do Tribunal Constitucional sobre a questão do limite de mandatos. Havia uma dúvida em relação a ele e a muitos outros autarcas pelo país, sobre se, tendo atingido o limite de três mandatos numa câmara, poderia candidatar-se à presidência de outro município. No PSD, em Lisboa, Teresa Leal Coelho seria o plano B, ou a candidata de reserva, para o caso de Seara ser inviabilizado à última hora.

Entrei como número dois naquelas circunstâncias. Se não tivéssemos razão — e eu sempre achei que tínhamos razão e que o Constitucional não ia inviabilizar a candidatura — o Fernando Seara saía e eu tinha ficado número um. Não foi o que aconteceu”, recorda Teresa Leal Coelho ao Observador.

Amiga pessoal de Pedro Passos Coelho, mulher do seu antigo chefe de gabinete em São Bento, a deputada acaba por ser uma escolha de recurso dos sociais-democratas na capital depois de correrem variadíssimos nomes na praça pública, como Pedro Santana Lopes, Jorge Moreira da Silva, Maria Luís Albuquerque, Nuno Morais Sarmento, José Eduardo Martins ou José Eduardo Moniz. Mas isso não parece preocupá-la: “Nessa altura fui candidata, porque estou sempre disponível e em Lisboa estou sempre disponível”, diz ao Observador.

Líder do PSD/Lisboa em “profundo desagrado” com método de escolha de Passos em Lisboa

A escolha do líder do partido não caiu bem em parte da estrutura do PSD de Lisboa, mas Mauro Xavier, o presidente da concelhia que ficou à margem da opção, confirmou ao Observador esta sexta-feira que já tinha sido informado da escolha. Esta sexta-feira realiza-se um plenário de militantes para debater o tema. Na terça-feira, reúne-se a Comissão Política do PSD e na quinta-feira o Conselho Nacional deve debater e aprovar nos nomes dos candidatos autárquicos.