A audição do antigo administrador da Caixa Geral de Depósitos (CGD) Armando Vara na comissão parlamentar de inquérito à recapitalização e gestão do banco público vai decorrer na próxima quarta-feira, dia 22, pelas 17:45.

A informação consta no portal da Assembleia da República, que dá conta que nesse dia vai haver também a deliberação relativa à suspensão e prorrogação dos trabalhos da comissão.

Na quinta-feira, o presidente da comissão de inquérito à CGD revelou aos jornalistas que o órgão parlamentar vai pedir a suspensão dos trabalhos até 4 de maio, mas com efeito só após a audição Armando Vara, informando que a mesma devia acontecer durante a próxima semana, o que agora se confirma.

“A reunião [de mesa e coordenadores] decorreu num bom clima e foi decidido solicitar ao presidente da Assembleia da República a suspensão dos trabalhos até ao dia 4 de maio e a prorrogação do prazo da comissão”, revelou aos jornalistas Emídio Guerreiro, presidente da comissão de inquérito à CGD, no final do encontro.

O objetivo é dar tempo para que haja uma decisão definitiva por parte das autoridades judiciais relativamente à documentação solicitada pelos deputados ao Ministério das Finanças, ao Banco de Portugal (BdP), à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) e à CGD.

Apesar de o Tribunal da Relação de Lisboa ter considerado legítima a pretensão da comissão ter acesso a um vasto conjunto de informações solicitadas às entidades em causa, as mesmas recorreram para o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) e o processo ainda está em curso.

Segundo Emídio Guerreiro, ficou também esta sexta-feira acordado que a audição de Armando Vara, antigo administrador do banco público, que já tinha sido solicitada, deve ser realizada no decorrer da próxima semana, ainda faltando fechar o dia e a hora.

A comissão pretende que, após a audição de Vara, os trabalhos sejam suspensos durante 30 dias (entre 4 de abril e 4 de maio), o que implica a prorrogação do prazo da comissão (que estava apontado a 28 de março).
Durante este período, o deputado responsável pelo relatório final (o socialista Carlos Pereira) vai ter possibilidade de ir avançando com as conclusões, segundo indicou Emídio Guerreiro.