O secretário-geral do PCP afirmou esta terça-feira que “o Governo minoritário” do PS “anda mal” se ignorar os direitos dos trabalhadores, reformados e pensionistas, “ao sabor dos ditames do ministro das Finanças alemão” e da dívida.

“Anda mal o Governo minoritário do PS se insistir em opções que ignorem o reforço dos direitos dos trabalhadores, a valorização da contratação coletiva, a revogação das normas gravosas da legislação laboral. É necessário fazer justiça aos que depois de uma vida de trabalho tenham direito à reforma por inteiro e sem penalizações”, declarou Jerónimo de Sousa, num evento de pré-campanha autárquica, em Lisboa.

Para o líder comunista, “o que os trabalhadores e o povo esperam é que se reforce o investimento nas funções sociais do Estado, que assegure o seu direito de acesso à saúde, à educação e à cultura ou que se dê resposta aos problemas dos transportes públicos, e não que se prossiga a redução do défice, ao sabor dos ditames do ministro das Finanças alemão ou amarrados a uma dívida que esgota os recursos nacionais”.

A dirigente e líder parlamentar de “Os Verdes”, Heloísa Apolónia, e o membro da Associação Intervenção Democrática João Vicente também discursaram no ato público que selou a declaração de princípios da comissão coordenadora da CDU para as eleições autárquicas de setembro/outubro.

“O reforço do PCP tornará mais próxima a concretização da política alternativa patriótica e de esquerda de que Portugal precisa para dar resposta aos problemas do país e assegurar o desenvolvimento soberano a que tem direito”, defendeu o secretário-geral comunista, vincando a necessidade de recuperar para o Estado “o controlo sobre empresas e setores estratégicos, a começar pela banca”, além da “renegociação da dívida” e “libertação da submissão ao Euro”.