Há um novo herói do Reino Unido no dia em que Londres está outra vez a viver o horror de um ataque terrorista.

Tobias Ellwood, atual ministro britânico para a Commonwealth, foi a primeira pessoa a prestar assistência ao polícia esfaqueado pelo atacante às portas do Parlamento inglês. De acordo com os relatos que estão a correr pelas redes sociais, Ellwood ajoelhou-se junto do agente e tentou estancar a ferida provocada pelo atacante que foi depois abatido pelas autoridades.

O ministro dos Conservadores também fez respiração boca-a-boca ao agente da polícia na tentativa de lhe recuperar o pulso. Não conseguiu. Ficou ao seu lado até à chegada dos paramédicos. E deu a notícia da morte do agente aos médicos “em lágrimas”. Os polícias abraçaram-no assim que o polícia foi transferido para o hospital.

https://twitter.com/Joel_E_Harris/status/844595652650844161

Os médicos encontraram Tobias Ellwood, de 50 anos, com sangue do polícia na cara, nas mãos e nas roupas sujas.

Tinha aplicado técnicas de reanimação cardiorrespiratória, fazendo força com os dois braços em cima do peito do polícia atacado. Não conseguiu encontrar o pulso, mas só se afastou quando o homem foi levado de helicóptero para o Hospital de St. Thomas. Foi imediatamente questionado pela polícia. A seguir tentou ajudar os paramédicos a assistir outras pessoas, conta o The Independent.

Créditos: Stefan Rousseau/PA

Tobias Ellwood sabia o que estava a fazer. O ministro para a Commonwealth foi capitão do Exército britânico durante os anos noventa: foi soldado do Royal Green Jackets, companhia de infantaria que foi encerrada em 2007, entre 1991 e 1996. Saiu das Forças Armadas britânicas depois de ter servido o país na Irlanda do Norte, Chipre, Kuwait, Alemanha, Gilbraltar e Bósnia. Agora faz parte do Exército Territorial. Depois entrou para a política, mas só mais tarde, em 2005, se tornou membro do Parlamento inglês.

Casado com a advogada Hannah Ryan, com quem teve dois filhos (Alex e Oscar), Tobias Ellwood viu o irmão morrer há quinze anos nos atentados de Bali protagonizados por um grupo violento de inspiração islâmica, o Jemaah Islamiyah. Jon Ellwood tinha 37 anos, era professor e estava na Indonésia para dar uma conferência. Foi um dos 27 britânicos entre as 202 vítimas mortais do ataque de 2002.