O Conselho Nacional do PSD reúne-se esta quinta-feira, em Lisboa, com a análise da situação política na agenda e num momento em que o processo autárquico no partido está perto de estar concluído. Na ordem de trabalhos do Conselho Nacional, órgão máximo do partido entre Congressos, constam dois pontos: informações e análise da situação política.

De acordo com os estatutos do partido, é à Comissão Política Nacional que cabe “homologar a designação dos candidatos do partido à Presidência das Câmaras Municipais”, processo que tem sido feito nos últimos meses, e o Conselho Nacional apenas tem de aprovar listas à Assembleia da República e Parlamento Europeu. No entanto, apesar de o Conselho Nacional não ter competência em matéria autárquica, o próximo ato eleitoral – a disputar no outono – será seguramente tema na reunião de hoje à noite, até por se tratar de um órgão alargado do partido.

Além dos 70 membros eleitos em Congresso – 33 pela lista do presidente do partido, Pedro Passos Coelho, encabeçada por Luís Marques Guedes – têm assento no Conselho Nacional os presidentes das distritais, representantes das Comissões Políticas Regionais e das organizações autónomas do partido, entre outros. Participam ainda, sem direito a voto, os membros da direção do partido e do grupo parlamentar.

Na terça-feira, a Comissão Política Nacional do PSD aprovou mais 85 candidatos a presidentes de Câmara, incluindo Lisboa e outras seis capitais de distrito, depois de já ter homologado 95 nomes. No total, o PSD tem já homologados pela Comissão Política Nacional os candidatos a presidentes de câmara em 180 dos 308 municípios do país e várias outras dezenas são dados como ‘fechados’ pela direção. Por definir estarão apenas os candidatos a presidentes de Câmara do PSD em 15 concelhos (incluindo Oeiras), além dos 30 municípios de Açores e Madeira, sendo que estes últimos apenas serão ratificados pela direção durante o mês de abril.

O processo de escolha do candidato do PSD a Lisboa arrastou-se por alguns meses, marcado primeiro pela possibilidade de avançar Pedro Santana Lopes, antigo autarca da capital e primeiro-ministro em 2004-2005, e depois pela hipótese de o partido poder apoiar a líder do CDS-PP, Assunção Cristas, que avançou com a sua candidatura em setembro, mas que foi afastada por Passos Coelho.

Foi o líder do partido que assumiu a escolha para a capital da vice-presidente Teresa Leal Coelho e coube à distrital anunciá-la, o que levou o presidente da concelhia de Lisboa do PSD, Mauro Xavier, a lamentar que esta estrutura não tenha sido envolvida.

Na terça-feira, o coordenador autárquico do PSD, Carlos Carreiras, em entrevista à TSF, disse ser “indiferente” a ordem das candidaturas de PSD e CDS-PP na noite eleitoral desde que ganhem a câmara ao socialista Fernando Medina. Horas mais tarde, viria a corrigir estas declarações, dizendo que Teresa Leal Coelho tem condições para vencer as eleições e elegendo a abstenção como principal adversário.