As autoridades norte-americanas abriram um inquérito à morte de um emigrante português após uma troca de tiros com a polícia, disse à Lusa fonte policial.

Após um acidente, a 19 de março na cidade de Deland, Florida, o advogado Mário Simões, de 45 anos, foi baleado mortalmente por três polícias que já foram afastado do serviço até à conclusão do inquérito.

“Ninguém veio trabalhar para matar alguém. Não era esse o nosso objetivo. A situação oferecida por este senhor foi o que conduziu a isto. E é triste. É realmente triste”, disse aos jornalistas o xerife Mike Chitwood.

Segundo as autoridades, o português havia estado a beber, estava armado e mostrava um comportamento suicida.

Segundo o relatório da ocorrência, consultado pela agência Lusa, “os agentes da polícia chegaram ao local e tentaram estabelecer contato com o homem.”

“O homem estava armado com um revólver e disparou várias vezes. O homem fugiu depois num veículo”, explica o relatório.

Mário Simões entrou no seu carro, um Mercedes preto, e conduziu cerca de um quilómetro e meio em excesso de velocidade, tendo colidido com uma carrinha que estava a sair de um parque de estacionamento.

Nesse momento, segundo várias testemunhas citadas em jornais locais, a polícia pediu várias vezes ao português que largasse a sua arma.

Três agentes terão disparado sobre Simões quando ele se preparava para recarregar a arma.

Os três agentes foram colocados fora de serviço, conforme as regras do seu departamento policial, até o inquérito sobre o caso estar concluído.

A chamada para a polícia terá sido feita pela mulher do advogado, que geria o escritório de advogados do casal. A mulher tinha saído da casa uma semana antes e o casal planeava divorciar-se.

Mário Simões, um veterano da Força Aérea Portuguesa, tinha cumprido o seu sonho de escalar as sete montanhas mais altas do mundo em 2016.

No ano passado, depois de escalar o Monte Evereste, a cidade de DeLand tinha lhe prestado homenagem.

Nos dias antes da sua morte, o emigrante português mostrava um comportamento depressivo, como indiciam as últimas publicações nas redes sociais.