Rádio Observador

Londres

MRPP. Arnaldo Matos defende legitimidade de atentado em Londres

7.207

A falar de Londres, o fundador do MRPP reconhece direito de se usar "todos os meios para destruir o imperialismo nos covis das suas capitais". E que o mesmo pode ocorrer cá por culpa de PS, PSD e CDS.

Arnaldo Matos (à direita) com Garcia Pereira (que também é referido no artigo)

Vítor Rios

O fundador do MRPP, Arnaldo Matos, considera legítimo o atentado de Londres, já que os povos que viram “as suas riquezas e a sua força de trabalho roubadas e exploradas pelo terrorismo imperialista têm todo o direito de utilizar todos os meios ao seu alcance para destruir o imperialismo nos covis das suas próprias capitais.” E avisa que os que fazem atentados na Europa “vão acabar por vencer.” Num editorial do Luta Popular Online, Arnaldo Matos — que não faz parte da direção do partido e se terá desfiliado em 1982 — explica que se refere aos “povos do mundo” que “todos os dias vêem as suas famílias, as suas mulheres e os seus filhos despedaçados por cobardes bombardeamentos aéreos na Líbia, na Síria, no Iraque, no Afeganistão, no Chade, na Somália e em muitos outros países do mundo”.

Num editorial a que deu o título “Tremem as Capitais do Imperialismo/De Novo, Ataque no Coração Londres…”, Arnaldo Matos classifica Londres como “capital do moribundo imperialismo britânico” e avisa que o “imperialismo deve saber que enquanto despejarem terrorismo sobre os povos do mundo, os povos do mundo vão retaliar, têm o direito de retaliar e vão acabar por vencer.”

O fundador do MRPP avisa a pequena-burguesia reacionária que “os ataques poderão também ocorrer em Lisboa e matar inocentes portugueses, mas que a responsabilidade por esse ataque se ficará a dever única e exclusivamente a essa pequeno-burguesia reacionária e cobarde, que sustenta os governos do PS, do PSD e do CDS, lacaios do imperialismo.”

Arnaldo Matos explica que se limita a “escrever aquilo que tem a obrigação de pensar e defender um comunista consciente” e diz ainda que “o imperialismo inglês, americano, francês, alemão é o único responsável pelas mortes ocorridas em Nova Iorque, em Paris, em Bruxelas, em Londres, em Nice, assim como nas diversas cidades da Alemanha, onde decidiram ajustar contas com o imperialismo e suas cobardes guerras de rapina e agressão”. O fundador do MRPP acredita que a política imperialista do ocidente vai levar à transformação “das guerras imperialistas em guerras civis revolucionárias no interior dos próprios países imperialistas.”

“Terror bélico faz parte das batalhas”

Quanto ao impacto mediático dos atentados, Arnaldo Matos explica que “a burguesia capitalista imperialista, dona dos mais importantes meios de comunicação social mundiais, estipendia lacaios jornalistas cuja missão é a de convencer a pequena-burguesia – a chamada classe média, que é coisa que efetivamente não existe – que um terrorismo bom, ético, se calhar até santo, é o terrorismo imperialista”.

Arnaldo Matos considera que esse “terrorismo bom” é na verdade “o terrorismo cobarde onde aviadores e sistemas de armas dificilmente alcançáveis matarão todos os dias velhos, mulheres e crianças desarmados dentro dos seus próprios abrigos”. Arnaldo Matos explica que os imperialistas querem convencer a “pequena-burguesia” que existe “um terrorismo mau, imoral, se calhar até diabólico, que é o que ceifa vidas nas marginais de Nice, nas torres de Nova Iorque, nas buates de Paris, na ponte de Westminster, às horas do Big Bem [sic].”

Arnaldo Matos defende que o “terror bélico faz parte das batalhas e é utilizado consoante as necessidades e objetivos dessas batalhas” e volta a apontar a históricos do MRPP: “A pequena-burguesia e os liquidacionistas, como Garcia Pereira e seus comparsas, é que ajudam o imperialismo a praticar o terror contra os operários e os povos do mundo. São cobardes pacifistas.”

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros de órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: rpantunes@observador.pt
Brasil

Em nome do Brasil, peço desculpas /premium

Ruth Manus

Não, eu não elegi este governo. Mas o meu país o fez. Parte por acreditar na política do ódio, parte por ignorância, parte por ser vítima das tantas fake news produzidas ao longo do processo eleitoral

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)