Rebeldes de uma milícia de Kamuina Nsapu decapitaram, na última sexta-feira, 40 polícias na República Democrática do Congo. De acordo com a Reuters, tratou-se de uma emboscada aos polícias quando seguiam em caravana de Tshikapa para Kananga, naquele que é o ataque mais violento desde que começou uma revolta na região em agosto de 2016.

De acordo com o porta-voz da assembleia da província de Kasai, François Kalamba, a milícia terá roubado “armas e veículos”. A revolta começou quando o presidente do Governo congolês, Joseph Kabila, se recusou a deixar o cargo no fim do seu mandato constitucional em dezembro, o que gerou desordem no país, com movimentos de revolta que se alargaram a cinco províncias.

François Kalamba afirmou que a milícia decidiu poupar a vida de seis políticas que falavam Tshiluba, uma das Línguas oficiais do Congo. De acordo com a ONU, já foram mortas mais de 400 pessoas desde que começou a onda de violência no Congo. O Governo tinha revelado na última terça-feira, antes deste ataque, que 67 polícias tinham perdido a vida. De acordo com a ONU muitos estão a ser enterrados em valas comuns.