O relatório do secretariado nacional da UGT foi este sábado aprovado por maioria, com 12 votos contra e 10 abstenções, suscitando algumas críticas sobretudo de falta de apoio ao setor financeiro. O documento apresentado pela direção da UGT ao XIII congresso da central sindical — que começou este sábado e dura até domingo no Porto — reúne toda a atividade dos últimos quatro anos.

A atuação da UGT e do secretário-geral, Carlos Silva, mereceu muitos elogios, mas também foram feitas algumas críticas, nomeadamente de sindicalistas conhecidos por pertencerem às correntes minoritárias do Sindicato dos Bancários do sul e Ilhas. Foi o caso de João Pascoal que acusou a UGT de não ter defendido o setor financeiro, que tem sofrido várias e consideráveis reduções de pessoal.

Carlos Silva disse que tudo fez para apoiar os sindicatos do setor, participando em variados encontros, mas que nunca fez questão de divulgar mediaticamente. “Com que então a UGT não defendeu o setor financeiro, era o que faltava”, disse, perante os 778 congressistas que estão a participar na reunião magna.

Carlos Silva lembrou que a UGT nunca mandou nos seus sindicatos, eles é que mandam na UGT, mas nunca deixou de estar ao seu lado. Já na intervenção da manhã, Carlos Silva tinha reafirmado os valores que a UGT tem defendido e praticado internamente, como a tolerância, a diversidade de opiniões e o pluralismo.

No longo discurso que fez na sessão de abertura do congresso, ao final da manhã, o sindicalista abordou os principais temas da atualidade político-sindical e desdobrou-se em agradecimentos aos atuais e antigos dirigentes da UGT.

O primeiro presidente da central, o social-democrata Miguel Pacheco, que morreu há pouco mais de um mês, mereceu um tributo especial de Carlos Silva, que lembrou também Mário Soares e Sá Carneiro.

Na abertura do congresso foi feita uma homenagem geral a todos os sindicalistas da UGT que morreram nos últimos quatro anos e ao antigo presidente Mário Soares.

No evento não faltou animação musical, com a atuação dos pauliteiros de Miranda e de Carlos Alberto Moniz.

Este fim de semana, a UGT regressou ao coliseu do Porto para realizar um congresso, 38 anos depois de ter aqui realizado a sua 1.ª reunião magna, o seu congresso fundador, em fevereiro de 1979, que elegeu o socialista Torres Couto como secretário-geral e Miguel Pacheco como presidente.