O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, afirmou esta quarta-feira esperar que a Europa aproveite “o momento difícil” da saída do Reino Unido da União Europeia para “responder de forma resoluta aos desafios” que enfrenta.

“Que este momento difícil para o processo de integração de Estados-nação europeus, entre os quais se contam Portugal, um dos mais antigos países do mundo, seja aproveitado para responder de forma resoluta aos desafios que se colocam ao continente e à União Europeia em particular, é o voto que expresso”, lê-se numa mensagem de Marcelo Rebelo de Sousa sobre o processo de saída do Reino Unido da União Europeia (‘Brexit’).

No texto, divulgado na página da Presidência da República na Internet, o chefe de Estado acrescenta: “E que sejamos capazes, em conjunto, de fora ou de dentro do grupo, mas sempre em uníssono com os nossos cidadãos, de continuar a trilhar juntos o caminho que nos leva ao longe, com confiança, perseverança e harmonia”.

Nesta mensagem escrita, o Presidente da República insiste numa “aposta firme e sem hesitações de Portugal na União Europeia” e reitera que está “convicto” de que os interesses do país e dos portugueses que vivem e trabalham no Reino Unido “deverão ser salvaguardados”.

Por outro lado, o Presidente da República declara “uma vez mais” que “o Reino Unido, o mais antigo aliado de Portugal, continuará a ser um país europeu, pilar fundamental da paz e segurança do velho continente, cultural e economicamente uma referência da Europa e dos europeus”.

O chefe de Estado começa por referir que “o Reino Unido invocou esta quarta-feira formalmente o artigo 50.º do Tratado da União Europeia, que abre caminho à saída do país da União Europeia”, e que se iniciará agora “um processo que durará em princípio dois anos, durante os quais o Reino Unido e os 27 Estados-membros restantes da União Europeia negociarão os termos da saída”.

De acordo com o Presidente da República, “este é obviamente um momento de grande importância para o futuro da integração europeia” e para o próprio futuro de Portugal.

“Portugal, tive ocasião de o referir no ano passado, tem para a União Europeia uma ambição maior, ao pretender fazer dela um modelo para a nossa sociedade, baseado na paz, no progresso e bem-estar, na coesão, na solidariedade e na democracia”, acrescenta.