O estado norte-americano do Connecticut pode tornar-se o primeiro a autorizar a polícia a utilizar drones equipados com armas de fogo, se a proposta que passou no comité judicial for aprovada pela câmara dos deputados. A proposta, aprovada esmagadoramente por 37 votos contra 4, prevê a proibição do uso de drones equipados com armas por civis, mas abre exceção para as agências oficiais de segurança do Estado que teriam sempre que pedir, de antemão, um mandado para a utilização do drone, excepto “numa emergência”.

As vozes críticas desta medida não tardaram em se fazer ouvir. “As estatísticas mostram que a polícia utiliza uma força desproporcional contra as comunidades constituídas maioritariamente por minorias étnicas, e acreditamos que os drones seriam usados em zonas urbanas, junto dessas comunidades. Não é um precedente que queiramos estabelecer”, disse David McGuire, diretor da União das Liberdades Civis, citado pela agência Reuters.

Mas John Kissel, o republicano que presidiu ao comité, defendeu a utilização destes drones. “Esta proposta teve um percurso conturbado até aqui porque existe um claro conflito entre as liberdades individuais e a aplicação da lei e da ordem. Obviamente os drones armados teriam uma ação muito limitada, mas conseguimos certamente ver várias situações em que os podíamos utilizar, por exemplo um problema numa universidade, ou um fugitivo que tenha disparado sobre alguém, ou se alguém for raptado a polícia pode pedir autorização para rebentar um pneu”.

Neste momento, apenas o Dakota do Norte permite drones armados às suas unidades policiais mas a arma utilizada tem que ser “menos do que letal”, como uma arma de atordoamento, como gás pimenta. O senador democrata Dannel Malloy ainda não disse se irá apoiar a iniciativa legislativa.