Tem acesso livre a todos os artigos do Observador por ser nosso assinante.

A administração liderada por Tomás Correia conseguiu aprovar esta noite as contas de 2015 e de 2016 da Associação Mutualista do Montepio Geral com uma maioria esmagadora. Numa assembleia-geral muito concorrida, que decorreu no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, Correia conseguiu um voto de confiança para continuar à frente da associação que detém a Caixa Económica Montepio Geral.

De acordo com a SIC Notícias, as contas consolidadas de 2015 foram aprovadas com cerca de 92% dos votos. As de 2016 foram aprovadas com uma percentagem superior: de mais de 95% dos votos. Mais de 1400 associados estiveram esta quinta-feira na reunião.

À saída da reunião, Tomás Correia mostrou-se orgulhoso com os resultados. “Não se pode dizer que estamos perante algo crítico”, admite o presidente, acrescentando que tem “todas as condições para continuar” no cargo que ocupa. Tomás Correia destacou ainda que a Associação Mutualista Montepio Geral tem um modelo de democracia interna onde as diferentes opiniões são respeitadas e onde os associados são chamados a decidir sobre as decisões mais relevantes.

Questionado pelos jornalistas com o facto de ter sido constituído arguido num inquérito criminal que nasceu da Operação Marquês por alegadamente ter recebido cerca de 1,5 milhões de euros do construtor José Guilherme a propósito de um alegado projeto de crédito bancários, Tomás Correia referiu que está “completamente tranquilo”, acrescentando que já deu todas as explicações ao Ministério Público.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR