As quantidades de haxixe e de ecstasy apreendidas em Portugal subiram, no ano passado, quase 200%, enquanto as de heroína e de cocaína diminuíram 41,1% e 82,7%, respetivamente, indica o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) de 2016. Em comparação com o ano de 2015, verificou-se um aumento e 192,7% na quantidade de haxixe apreendido, tendo o ecstasy registado uma subida de 197,4% em termos de quantidade.

Quanto ao número de apreensões efetuadas, verificou-se um aumento no ecstasy (+56,7%), no haxixe (+12%), na cocaína (+4,5%) e na heroína (+1,5%). No total, foram detidas 5.861 pessoas por tráfico de estupefacientes, sendo a maioria do sexo masculino e 483 do sexo feminino. Em termos de nacionalidades, 664 dos detidos têm nacionalidade estrangeira, o que, segundo o RASI, demonstra o “caráter transnacional do fenómeno”. Em comparação com 2015, verificou-se um aumento de 5,3% do número total de detidos.

Quanto às rotas das drogas apreendidas, o relatório diz que não se registaram alterações significativas relativamente aos anos anteriores, continuando a heroína a chegar a Portugal através de outros países europeus. “O haxixe continua a ser maioritariamente proveniente de Marrocos e a cocaína da América do Sul”, adianta o relatório.

Por outro lado, dados extraídos da criminalidade participada indicam que os crimes relativos a estupefacientes apresentaram uma subida em mais de 614 participações, o que significa a variação de mais 9,2%, relativamente a 2015.

Em termos globais, registou-se uma redução de 7,1% na criminalidade geral participada, ou seja, foram feitas 330.872 participações de crimes contra 356.032, em 2015, conforme anunciou na véspera a ministra da Justiça no final da reunião do Conselho Superior de Segurança Interna A criminalidade grave e violenta diminuiu 11,6% em 2016, traduzido numa redução de 18.964 casos para 16.761, ou seja, menos 2.203 ocorrências.