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Venda do Novo Banco

Lone Star está satisfeita com acordo – e diz que acredita na economia portuguesa

Fundo norte-americano diz em comunicado que acordo alcançado é um "passo significativo" para que o Novo Banco continue a ser "um forte pilar do setor bancário português".

André Kosters/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

A Lone Star espera que se efetivem “nos próximos meses” as condições para a aquisição do Novo Banco, com vista a que o banco permaneça um “forte pilar do setor bancário português, focado no mercado doméstico”.

Um dia depois de o Banco de Portugal e o Governo anunciarem as condições para que os norte-americanos controlem 75% do capital do Novo Banco (os restantes 25% ficam no Fundo de Resolução), a empresa manifestou, em comunicado, a sua satisfação pelo “acordo alcançado”.

“E aguardamos com expectativa trabalhar com as autoridades portuguesas, o Banco Central Europeu e a Comissão Europeia de modo a assegurar que todas as condições são alcançadas nos próximos meses”, comentou Olivier Brahin, presidente do Lone Star para a Europa, citado em comunicado.

Para o responsável, este “acordo é um passo significativo no sentido de dotar o Novo Banco do capital, recursos e experiência necessários para assegurar que o banco permanece um forte pilar do setor bancário português, focado no mercado doméstico”.

A Lone Star afirmou “acreditar no futuro da economia portuguesa” e disse reconhecer a “força e a relevância única do Novo Banco no apoio às pequenas e médias empresas, um motor fundamental para o crescimento de Portugal”.

O acordo assinado na sexta-feira entre a Lone Star e o Fundo de Resolução para a aquisição de uma posição de controlo no capital do Novo Banco “está sujeito a condições, incluindo várias autorizações regulatórias”, recordou o fundo no seu comunicado.

A Comissão Europeia já se congratulou com a operação e disse, na sexta-feira, aguardar a apresentação do plano final de reestruturação do banco para que o negócio seja formalmente aprovado segundo as regras europeias.

“Os serviços da Comissão irão agora contactar Portugal e o comprador sobre os detalhes do plano final de reestruturação do Novo Banco. Este plano deverá ser apresentado à Comissão para que a venda seja formalmente aprovada ao abrigo das regras comunitárias em matéria de auxílios estatais”, afirmou à Lusa um porta-voz do executivo comunitário.

É que o Governo apenas tem da Comissão Europeia um “acordo de princípio”, que permitirá a aprovação do negócio, “em conformidade com as regras da União Europeia em matéria de auxílios de Estado”, segundo a mesma fonte.

O Novo Banco foi criado como banco de transição na sequência da resolução do Banco Espírito Santo (BES) em agosto de 2014.

Em comunicado divulgado na sexta-feira, o Banco de Portugal informou que a norte-americana Lone Star vai realizar injeções de capital no Novo Banco no montante total de 1.000 milhões de euros, dos quais 750 milhões de euros logo no fecho da operação e 250 milhões de euros até 2020.

Este investimento permite ao fundo passar a controlar 75% do capital do banco, mantendo-se os restantes 25% nas mãos do Fundo de Resolução bancário.

O primeiro-ministro, António Costa, afirmou que a venda do Novo Banco não terá impacto direto ou indireto nas contas públicas, nem novos encargos para os contribuintes, constituindo “uma solução equilibrada”.

O Lone Star Funds foi fundado em 1995 e investe nos setores financeiro e no imobiliário. Em Portugal, tem um investimento em Vilamoura.

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