A prevenção contra a hepatite A passará a ser disponibilizada, além de na Unidade de Saúde da Baixa em Lisboa, também nas consultas de viajante de todo o país, resolveu hoje a Direção Geral de Saúde (DGS).

A decisão de alargar as medidas foi tomada numa reunião esta tarde do grupo de coordenação de controlo do surto da doença, em Lisboa, com Isabel Aldir, diretora do Programa Nacional para as Hepatites Virais da DGS, a explicar que será aplicada imunoglobulina, que “protege mais rapidamente, mas de forma mais transitória” do que a vacina.

“Na consulta do viajante a estratégia que vai ser seguida será a da aplicação de imunoglobulina, que é igualmente segura e protetora para o viajante e que será alvo de dispensa de farmácia comunitária”, disse.

Neste alargamento da proteção, gratuita no contexto do surto, a especialista referiu que

A responsável sublinhou que a prevenção da doença se destina a “todas as pessoas a quem o médico faça uma avaliação de risco”.

Isabel Aldir disse ainda que a situação de surto, cuja dimensão ainda se desconhece, está a ser acompanhada “a todo o momento”.

Com a decisão de hoje, a DGS visa resguardar o uso de vacinas para “quem efetivamente mais precisa”, uma vez que o mercado internacional não dispõe de mais unidades e porque o ciclo de produção demora cerca de dois anos.

Até ao momento, o surto afetou 126 pessoas: 119 homens e sete mulheres.

Na sexta-feira, a DGS decidiu requisitar cerca de sete mil vacinas contra a hepatite A ao circuito comercial, que serão administradas gratuitamente e sem pagamento de taxa moderadora na Unidade de Saúde da Baixa, em Lisboa.