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Rússia

São Petersburgo. Autoridades russas confirmam identidade do bombista suicida

O responsável pela explosão no metro de São Petersburgo foi Akbarzhon Jalilov, um cidadão russo, nascido no Quirguistão. Ataque de segunda-feira tirou a vida a 14 pessoas e vitimou, pelo menos, 49.

O Presidente russo, Vladimir Putin, deixou um ramo de flores à porta da estação de metro em São Petersburgo

MIKHAIL KLIMENTYEV/SPUTNIK/KREMLIN POOL / POOL/EPA

Autor
  • Marlene Carriço

Akbarzhon Jalilov: cidadão com nacionalidade russa, nascido em 1995, na segunda maior cidade do Quirguistão — Osh — e suspeito de ter ligações a a grupos islâmicos extremistas. É este o responsável pela explosão entre duas estações de metro em São Petersburgo, na segunda-feira. As suspeitas foram lançadas, esta manhã, pelas autoridades do Quirguistão, citadas pela imprensa internacional, e já foram confirmadas pelas autoridades russas.

Num curto comunicado, o Comité Nacional Antiterrorista russo, avançou que os peritos forenses encontraram DNA de Akbarzhon Jalilov na mala que continha uma segunda bomba que não chegou a explodir e que foi desativada.

Este comunicado chegou ao início da tarde, depois de, pela manhã, o porta-voz dos serviços secretos do Quirguistão, Rakhat Sulaymanov, ter avançado com a suspeita e ter dito que as autoridades daquele país estavam a colaborar com as autoridades russas para obter mais informação.

As autoridades russas têm estado a tratar esta explosão no metro como se tratando de um ato de terrorismo. Aliás, foi desta forma que o primeiro-ministro, Medvedev, a descreveu na segunda-feira. Mas há relatos contraditórios sobre se será Jalilov um bombista suicida. Até ao momento nenhum grupo reivindicou o ataque.

Os últimos números oficiais, avançados, esta terça-feira, pela ministra da Saúde Veronika Skvortsova, apontam para um total de 14 mortos, depois de três dos feridos terem morrido no hospital. E o Ministério das Situações de Emergência russo já tinha revisto em alta o número de feridos, para 49. As autoridades se São Petersburgo declararam três dias de luto, mas as linhas de metro já reabriaram.

Segundo fonte das autoridades russas, o mesmo homem terá deixado uma primeira bomba escondida numa estação de metro, mas o aparelho não foi detonado. Foi esta bomba que as autoridades encontraram intacta. Mais tarde, entrou numa carruagem de metro e fez explodir uma segunda bomba que transportava com ele. Sabe-se agora que se trata de Akbarzhon Jalilov, nascido no Quirguistão, mas com nacionalidade russa. O Quirguistão é uma nação predominantemente muçulmana, com seis milhões de habitantes, e é um aliado político próximo da Rússia e hospeda uma base aérea militar russa.

Entretanto, e de acordo com a agência russa Interfax, um segundo homem tido como suspeito, na segunda-feira, e cuja imagem começou a circular pelas redes sociais e nos jornais, entregou-se às autoridades e declarou a sua inocência.

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