O Stellar Daisy, um navio de carga sul-coreano, está desaparecido desde sexta-feira. Ter-se-á perdido nas águas do Atlântico Sul e terá pedido socorro a cerca de 1500 milhas da costa uruguaia, conta o The Guardian. Dos 24 tripulantes, apenas dois filipinos foram resgatados de um barco salva-vidas, encontrando-se ainda desaparecidos 14 filipinos e oito sul-coreanos.

O pedido de socorro alertava que o navio se encontrava em perigo de naufragar. Horas depois do pedido de ajuda, a 31 de março, o barco simplesmente desapareceu dos radares. A Coreia do Sul, segundo a Science, já terá pedido ajuda às autoridades marítimas tanto do Brasil como do Uruguai para ajudar nas buscas. De acordo com um comunicado da Marinha do Uruguai, citado pela Science, foi encontrada uma mancha de óleo a cerca de 3700 quilómetros da costa, dia 1 de abril, o que indicada que o navio terá efetivamente afundado.

Uma das hipóteses para o naufrágio é uma mudança física da carga do navio, com os minérios de ferro a passarem de sólidos a líquidos. Os primeiros relatos de socorro sugeriam que a Stellar Daisy estava a perder a sua estabilidade e, posteriormente, de forma repentina, afundou. Não é a primeira vez que a alteração da carga provoca situações semelhantes. Em 2011, um especialista na área afirmou que “embora uma carga possa parecer seca, a sua estrutura central pode conter humidade suficiente para causar a sua liquidificação”. Este poderá ter sido o caso do Stella Daisy.

O Stellar Daisy tem 321 metros de comprimentos e 58 de largura e viajava do Brasil para a China. Sendo um navio de carga, capaz de conter em si 266 mil toneladas, transportava minérios de ferro a partir do terminal da Ilha Guaba, Rio de Janeiro.