O cidadão do Uzbequistão que terá varrido na passada sexta-feira várias pessoas na rua mais movimentada da cidade sueca de Estocolmo, tinha partilhado no dia anterior com amigos, através do serviço de mensagens encriptado Telegram, o ato que tencionava levar a cabo. “Amanhã à tarde quero encontrar um veículo grande para atropelar as pessoas”, referiu na conversa citada pelo site noticioso russo Politonline.ru.

O órgão de informação conseguiu aceder a alguns extratos da conversa através dos administradores do canal “Yihad”, num chat que deverá reunir simpatizantes do Estado Islâmico. Após o sucedido, o alegado terrorista, que terá filmado o momento do impacto, lamentou ainda o número de vítimas provocado. “Atropelei uns quantos no centro de Estocolmo, o carro desviou-se”, comentou.

As conversas, citadas na EFE, revelam também o interesse prévio ao ataque em saber como se fazia uma bomba, dizendo que já tinha “fósforos, acetona, gás para carregar isqueiros, isqueiros e parafusos”, ao mesmo tempo que mostram os pedidos de ajuda após o ataque para sair da Suécia.

Estocolmo. Principal suspeito nasceu no Uzbequistão e era conhecido dos serviços secretos

Recorde-se que os jornais suecos avançaram entretanto com o nome do detido, Rakhmat Akilov, sublinhando que chegou à Suécia em 2014 e ficou no país mesmo depois de ter visto recusado o pedido de asilo no ano seguinte. Jan Evensson, porta-voz da polícia de Estocolmo, disse também que, em fevereiro, o uzbeque tinha sido procurado sem sucesso.

Estocolmo. Principal suspeito pediu asilo em 2014 e foi procurado pela polícia em fevereiro