A Guatemala declarou na terça-feira “estado de calamidade” pública no país devido aos incêndios que afetam em particular Petén, berço da civilização maia e um dos últimos pulmões da América, onde mais de 1.500 hectares foram consumidos.

A declaração do “estado de calamidade”, aprovado na terça-feira pelo conselho de ministros, tem como objetivo ajudar nos trabalhos de emergência, regulando doações e aquisições.

A medida afeta todo o país, já que 20 dos 22 departamentos estão perigo devido ao calor, apesar de ser em Petén que os fogos estão a causar mais dano.

Um total de 16 incêndios continuam a ameaçar a Reserva da Biosfera Maia, apesar de as chamas estarem a ser combatidas por 350 bombeiros, militares, guardas florestais, voluntários, e três helicópteros anti-incêndios.

A Reserva da Biosfera Maia inclui mais de dois milhões de hectares de selva tropical de terras baixas e montanhosas, e forma parte do bosque tropical que se expande para o México e Belize, uma das maiores extensões deste tipo na região.

Nesta área dos danos são “irreversíveis, inquantificáveis” e incalculáveis, segundo o Conselho Nacional das Áreas Protegidas. A zona é conhecida pela sua elevada biodiversidade, com jaguares, pumas, jaguatiricas, macacos, tartarugas de água doce, entre outras espécies.

Petén, que tem uma extensão de 35.854 quilómetros quadrados, é o maior dos 22 departamentos da Guatemala e devido ao incêndios permanece em alerta vermelho desde 10 de abril.