O secretário-geral da ONU, António Guterres, mostrou-se preocupado esta quinta-feira com a situação na Venezuela e pediu “gestos concretos” de todos os envolvidos para resolver os problemas do país.

“Pedimos gestos concretos de todas as partes para reduzir a polarização e criar as condições necessárias para enfrentar os desafios do país, em beneficio do povo venezuelano”, disse Guterres através do seu porta-voz, Stéphane Dujarric.

A polícia antimotim venezuelana utilizou esta quinta-feira granadas de gás lacrimogénio para dispersar grupos de manifestantes em Caracas, no segundo dia consecutivo de protestos contra o Presidente venezuelano Nicolás Maduro. Milhares de pessoas concentram-se em vários pontos da cidade de Caracas, para um novo protesto contra o governo do Presidente da Venezuela, que responsabilizou a oposição pela violência no país. Esta situação acontece um dia depois de uma grande jornada de protesto nacional, que ficou marcada pela morte de três pessoas e dezenas de detenções.

Venezuela. Três mortos e dezenas de feridos na “mãe de todas as manifestações”

Na declaração lida pelo seu porta-voz, Guterres mostra “preocupação” pelos “últimos acontecimentos na Venezuela” e pede que sejam feitos todos os esforços para “reduzir as tensões e evitar novos confrontos”. “Pedimos ao governo da Venezuela e à oposição que se comprometam de forma sincera para reativar os esforços de dialogo”, disse o secretário-geral.

O responsável enumerou ainda os temas mais importantes que estão na agenda, como o equilíbrio de poder entre os vários ramos do estado, o calendário eleitoral, o respeito pelos direitos humanos, a justiça e a situação socioeconómica. A Venezuela atravessa uma crise económica, política e social, com registo frequente de manifestações e distúrbios nas ruas.