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António Costa. “Ninguém substitui Mário Soares no seu lugar na história” da democracia

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O secretário-geral do PS, António Costa, afirmou este domingo saber que "ninguém substitui Mário Soares no lugar que é seu na história do Portugal democrático".

ESTELA SILVA/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

O secretário-geral do PS, António Costa, afirmou este domingo saber que “ninguém substitui Mário Soares no lugar que é seu na história do Portugal democrático”.

“Agora que nos deixou é caso para perguntarmos: não há ninguém insubstituível? Sei que ninguém substitui Mário Soares no lugar que é seu na historia do Portugal democrático. Obrigado, Mário Soares”, disse António Costa no final de um discurso na sessão de homenagem ao antigo chefe de Estado, realizada no Porto.

Para o secretário-geral do PS, Mário Soares, que morreu a 7 de janeiro, aos 92 anos, “nunca resignou, nunca desistiu” e sempre exprimiu que “antes de mais estava a liberdade e, por isso, foi sempre livre, no poder, contra os poderes que enfrentou e continuou livre fora do poder”. “Foi assim que começou no combate à ditadura. Podemos dizer que em todos os momentos decisivos da nossa historia recente Mário Soares foi o rosto e foi a voz da nossa liberdade”, frisou.

Costa considerou também que “ninguém contribuiu tanto como Soares para a construção de Portugal do pós 25 de abril” e que, apesar de “muitas vezes” não ter sido compreendido, “há que reconhecer que, no essencial, era ele quem tinha razão”.

Foi seguramente quem melhor interpretou o papel de Presidente da República no nosso sistema semipresidencialista, afirmando-se como verdadeiro presidente de todos os portugueses, mas o seu legado na chefia dos seus três curtos Governos tem sido muito subestimado”, acrescentou.

Para António Costa, “as traves mestras do Estado social de direito foram então lançadas” por Mário Soares, como “o poder local democrático, a independência do poder judicial, a universalização da Segurança Social, a revisão do Código Civil que revolucionou o direito de família e a criação do Serviço Nacional de Saúde”. “Todos estes foram grandes contributos dos três Governos de Mário Soares”, disse.

O socialista destacou ainda que Mário Soares “esteve sempre presente em todos os combates do seu tempo” e quando cessou funções presidenciais, não se retirou, sendo que “a sua vida era uma vida de liberdade e a liberdade um combate permanente”.

Esta homenagem, uma iniciativa da Federação Distrital do Porto do PS, decorreu no Rivoli Teatro Municipal. A sessão “Mário Soares — Uma vida pela Liberdade” teve na sua comissão de honra Alexandre Quintanilha, Artur Santos Silva, Carlos Lage, Fernando Gomes, Francisco Assis, Manuel Pizarro, Orlando Gaspar, Rosa Mota, Rui Moreira e Tiago Barbosa Ribeira, entre outros socialistas e personalidades do Porto.

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