Um grupo de brasileiros assaltou, na madrugada desta segunda-feira, a sede da empresa de valores Prosegur, em Ciudad del Este, no Paraguai. Uma pessoa morreu na sequência do assalto.

Lorenzo Lezcano, ministro do Interior revelou numa entrevista à ABC Cardinal, citada pela TSF, que os assaltantes estavam fortemente armados. O ministro contou ainda que, de acordo com a polícia, os assaltantes serão de nacionalidade brasileira uma vez que a maioria dos carros dos assaltantes tinha matrícula brasileira e durante o assalto ouvia-se falar português. O jornal ABC Color adianta que o grupo de cerca de 10 a 12 assaltantes usou explosivos.

Do assalto resultou um morto e quatro feridos. A vítima mortal é Sabino Ramón Benítez, um oficial do Grupo Oficial de Operações Especiais da Policial Nacional. De acordo com os dados avançados pelo jornal ABC Color, foram roubados cerca de 40 milhões de dólares (36,8 milhões de euros).

A mesma fonte adianta que, horas mais tarde, três assaltantes foram mortos numa operação policial no Lago Itaipu, no Brasil. Dois deles foram abatidos na zona onde ocorreu o assalto e outros dois ficaram feridos e foram encaminhados para o hospital.

A área ficou totalmente destruída e cerca de 15 veículos foram incendiados, segundo a mesma fonte. O assalto terá durado mais de três horas e os vídeos que captaram o momento já circulam pelas redes sociais:

Na sequência deste crime, até a Bolívia já solicitou um encontro de alto nível com o Brasil e com o Paraguai, para examinar o caso dos assaltos em grande escala que envolvem os três países, aparentemente perpetrados pela mesma organização, criminosa, disse esta segunda-feira Carlos Romero, ministro boliviano do Interior, citado pelo jornal La Nación.

Os alarmes tocaram na Bolívia quando as autoridades se aperceberam das parecenças de atuação com o assalto ocorrido no Paraguai. Esta ação foi muito parecida com um assalto a um veículo de valores blindado que ocorreu em finais de março na Bolívia. Os assaltos, segundo as autoridades bolivianas são atribuídas a um grupo denominado Primeiro Comando da Capital.