Os representantes dos credores da Grécia regressam esta segunda-feira a Atenas para terminar a avaliação das reformas aplicadas por Atenas, um requisito para a assistência financeira ao país continuar, indicou a Comissão Europeia.

“As conversações (com o Governo grego) devem recomeçar na terça-feira e durar vários dias”, disse aos jornalistas o porta-voz do executivo europeu, Margaritis Schinas. Os chefes de missão das instituições credoras – Comissão Europeia, Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Central Europeu (BCE) e Mecanismo Europeu de Estabilidade – e o Governo grego têm como base de trabalho o acordo alcançado a 7 de abril durante uma reunião de ministros das Finanças do Eurogrupo em Malta.

Na ocasião, Atenas teve de se comprometer com novas medidas económicas para 2019 e 2020 para que os credores aceitem um novo pagamento do empréstimo concedido à Grécia em julho de 2015. Quando receber essa fatia do empréstimo, Atenas terá de fazer reembolsos aos credores no valor de mais de sete mil milhões de euros, em julho. A Comissão Europeia também se congratulou esta segunda-feira com o excedente orçamental primário (sem os encargos da dívida) alcançado pela Grécia em 2016.

Segundo dados divulgados pelo Gabinete Europeu de Estatísticas, Eurostat, o excedente atingiu 4,2% do Produto Interno Bruto (PIB), um número ligeiramente acima do que tinha sido anunciado pela Grécia na sexta-feira (3,9%). O excedente de 4,2% “é muito melhor do que o objetivo de 0,5% fixado para 2016 nos termos do programa de assistência e também acima do objetivo de 3,5% fixado para 2018”, considerou Schinas.

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