Ivanka Trump, filha do presidente dos Estados Unidos, foi uma das participantes na cimeira W20 (que acolhe em Berlim um grupo de mulheres oriundas de países do G20 e onde se discute a igualdade de género, por exemplo, no acesso ao emprego) mas o seu discurso foi mal acolhido. Tudo porque Ivanka descreveu Donald Trump como um defensor das mulheres. E quando o fez, foi apupada pela plateia.

Ainda antes de ele entrar na presidência, ele defendeu isso [igualdade de género] nas primárias. Isto é algo de que me orgulho. Ele tem sido um tremendo vencedor no apoio às famílias, permitindo-lhes prosperar”, começou por dizer Ivanka Trump.

Quando questionada pela moderadora sobre as declarações polémicas (a expressão “Grab them by the pussy!”, que deu à estampa ainda nas primárias, continua nas bocas do mundo) de Trump em relação às mulheres, Ivanka tratou logo de defendê-lo: “Ele acredita no potencial das mulheres e na sua capacidade para fazer o trabalho tão bem como qualquer homem”, garantiu.

E confidenciou que, em casa, na infância, ela e a irmã Tiffany nunca tiveram “qualquer barreira” que as diferenciasse dos irmãos mais velhos, Eric e Donald. Para Ivanka, os Estados Unidos são um país com “menos problemas de género” do que outros, mas assume que ainda há “dificuldades”.

Com a filha de Donald Trump no W20 estiveram também Christine Lagarde, diretora do Fundo Monetário Internacional, e a chanceler alemã Angela Merkel.

Merkel que prometeu discutir em julho na reunião G20 (que decorrerá em Hamburgo) mais “facilidades financeiras” para o acesso ao crédito por parte das mulheres. A chanceler alemã acredita que, assim, se combaterá a desigualdade entre géneros, pois apesar de 50% da população mundial ser feminina, tal “não se reflete no mundo empresarial e laboral”, acrescentou.