Marinha

Pirataria no Golfo da Guiné requer atenção imediata, diz comandante da Marinha Portuguesa

O comandante da fragata Álvares Cabral, Gonçalves Simões, defende que os países do Golfo da Guiné têm que dar atenção imediata ao fenómeno da pirataria nesta zona.

Manuel Almeida/LUSA

Autor
  • Agência Lusa
Mais sobre

O comandante da fragata Álvares Cabral, Gonçalves Simões, defende que os países do Golfo da Guiné têm que dar atenção imediata ao fenómeno da pirataria nesta zona, considerando que está a aumentar “de forma considerável” relativamente há 10 anos.

A fragata Alvares Cabral participou recentemente no exercício anual “Mar Aberto”, em Cabo Verde, e no OBANGAME Express, do comando norte-americano para África (AFRICOM), ao largo da costa do Senegal.

“Se considerarmos que o Golfo da Guiné vai desde o Senegal até Angola e que a pirataria está a aumentar de uma forma considerável quando comparada com há uma década, julgo que é algo que estes países têm que tomar atenção e no imediato”, disse à agência Lusa o comandante Gonçalves Simões.

Para o comandante da Alvares Cabral, se os países deixarem que a pirataria se implante e se torne efetiva nesta zona, “a sua dissuasão e combate terá que ser muito mais robusta e com mais meios no mar”.

“É quando está na sua fase embrionária ou inicial que devemos atacar para que não aumente exponencialmente”, disse, apontando como exemplo o caso da Somália.

“Os países não deram muita atenção e aquilo tomou proporções de tal forma que depois tivemos que ter forças multinacionais a colaborar para que aquele flagelo fosse debelado”, sublinhou.

Para o comandante Gonçalves Simões, os fenómenos da pirataria, tráfico ilícito de droga e pessoas devem ser áreas no pensamento de qualquer governante de um país que tenha águas internacionais porque, considerou, “atrás dessa insegurança vem tudo o que é um prejuízo económico”, nomeadamente associado ao turismo e à pesca.

Gonçalves Simões adiantou que já existem várias estratégias de promoção da vigilância e segurança marítimas estabelecidas para esta zona, faltando agora operacionalizá-las.

“A operacionalização demora sempre mais algum tempo. Estamos a falar de interesses entre Estados, partilha de recursos e muitas vezes a partilha de elementos de informação. É essa partilha de informação que temos de começar desde o início”, disse.

Para o responsável, exercícios como o OBANGAME são “uma boa forma de operacionalizar o que está nas diversas estratégias marítimas implantadas ao longo da costa africana porque visa também a troca de informação entre os diversos centros de operações marítimas de cada um dos países”.

    Se tiver uma história que queira partilhar ou informações que considere importantes sobre abusos sexuais na Igreja em Portugal, pode contactar o Observador de várias formas — com a certeza de que garantiremos o seu anonimato, se assim o pretender:

  1. Pode preencher este formulário;
  2. Pode enviar-nos um email para abusos@observador.pt ou, pessoalmente, para Sónia Simões (ssimoes@observador.pt) ou para João Francisco Gomes (jfgomes@observador.pt);
  3. Pode contactar-nos através do WhatsApp para o número 913 513 883;
  4. Ou pode ligar-nos pelo mesmo número: 913 513 883.
Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)