O lucro da NOS subiu 28,7% nos primeiros três meses do ano, face a igual período de 2016, para 31,4 milhões de euros, anunciou esta quinta-feira a operadora de telecomunicações liderada por Miguel Almeida.

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a NOS adianta que as receitas de exploração subiram 2,9% no período em análise, para 381 milhões de euros, com as receitas de telecomunicações a aumentarem também 2,9%, para 362,9 milhões de euros, “motivadas pelo crescimento de 6,5% do número de serviços”.

O resultado antes de impostos, juros, amortizações e depreciações (EBITDA) aumentou 4,2%, para 143,6 milhões de euros.

“A nossa estratégia tem assentado numa oferta única de serviços baseada nas melhores e mais extensas redes de comunicações de nova geração, acompanhada por uma inovação contínua e pela contínua aposta na melhoria de experiência dos nossos clientes”, afirma o presidente executivo da NOS, Miguel Almeida, citado no comunicado.

“A NOS continua a investir no desenvolvimento e na inovação das redes e serviços, fatores fundamentais para reforçar a nossa posição competitiva. A evolução positiva, quer ao nível dos resultados financeiros, quer operacionais comprovam a validade da estratégia implementada pelas equipas da NOS, apresentando crescimentos significativos num mercado maduro”, acrescenta o gestor.

O investimento (CAPEX total) atingiu os 81,1 milhões de euros no trimestre.

No primeiro trimestre, o número de serviços da NOS aumentou 6,5% para 9,16 milhões, com adições líquidas de 560 mil face aos primeiros três meses de 2016.

Já o número de subscritores móveis progrediu 7,5%, para 4,48 milhões, com adições líquidas de 314 mil novos clientes, enquanto na que respeita à televisão paga o número de subscritores aumentou 3% para 1,6 milhões (adições líquidas de 47 mil clientes).

“Nos serviços de banda larga fixa e telefone fixo continuou a registar-se uma evolução positiva, com crescimentos de 9,1% e 5,5%, para 1,290 milhões e 1,738 milhões, respetivamente”, refere a operadora de telecomunicações.

Em termos de serviços de telecomunicações empresariais, a NOS adianta que estes aumentaram 121,2 mil em termos homólogos, para 1,431 milhões.

“A NOS reforçou a cobertura da sua rede fixa de nova geração, aumentando o número de casas passadas em cerca de 139,5 mil face ao período homólogo de 2016”, sendo que o “número de lares com cobertura atinge agora 3,772 milhões”, contra 3,633 milhões um ano antes.

No que respeita os negócios de cinema e audiovisuais, registou-se uma quebra de 4,3% do número de bilhetes vendidos no trimestre, para 2,29 milhões, “devido sobretudo a questões sazonais”.

“A área de cinema registou uma contração de receitas de 2,1% face a 2016, para 15,3 milhões de euros”, adianta a NOS, recordando que no ano anterior a Páscoa coincidiu com o primeiro trimestre, o inverso de 2017.

Por sua vez, as receitas de audiovisuais “verificaram um aumento de 10,6% para 17,8 milhões de euros devido ao bom desempenho na distribuição de cinema e de direitos televisivos e cinematográficos”.

No final de março, a dívida financeira líquida da operadora tinha recuado 5,3%, para 1.053 milhões de euros, o que representa 1,9 vezes o EBITDA.