As ações da Pharol, acionista maioritária da Oi, seguem esta sexta-feira a cair 4,84% para 0,236 euros, depois da empresa ter divulgado os resultados de 2016, quando reduziu os prejuízos para 75,1 milhões de euros.

A Pharol, liderada por Luís Palha da Silva, divulgou esta sexta-feira de madrugada o Relatório e Contas Consolidadas de 2016, no qual apresenta uma redução dos prejuízos para 75,1 milhões de euros, face aos 693,9 milhões de euros de perdas em 2015.

Divulgado esta sexta-feira na Comissão do Mercado dos Valores Mobiliários (CMVM), o relatório da Pharol justifica os prejuízos com uma perda de 48,7 milhões de euros, devido à redução do valor expectável de recuperação do instrumento de dívida Rio Forte, e uma perda líquida de 4,9 milhões de euros relativos à desvalorização da opção de compra sobre ações da Oi.

A estes fatores juntam-se ainda os custos operacionais consolidados de 7,0 milhões de euros e a perda líquida de 13,2 milhões de euros decorrente da imparidade registada sobre o investimento da Oi e da apropriação dos resultados da Oi incluindo os respetivos ajustamentos efetuados.

A Pharol tinha, no final de 2016, como principais ativos 27,2% do capital social total da Oi, correspondente a 183.662.204 ações ordinárias da operadora de telecomunicações brasileira, além dos instrumentos de dívida da Rio Forte com um valor nominal de 897 milhões de euros e da opção de compra sobre 42.691.385 ações ordinárias e 85.382.770 ações preferenciais da Oi.