A BeOn Energy é a representante portuguesa do programa mundial de aceleração de startups que atuam na área da energia limpa – Free Electrons, do qual a EDP faz parte. Entre as 451 startups de 51 países que se candidataram ao programa, a empresa que comercializa microinversores é uma das doze finalistas e vai disputar um prémio de 200 mil dólares (cerca de 184 mil euros), anunciou a EDP em comunicado.

O vencedor deverá ser conhecido no final do ano mas, para já, as startups selecionadas (quatro dos Estados Unidos, duas de Israel, e uma de Portugal, Inglaterra, Alemanha, Irlanda, Suíça e Índia) vão participar em três módulos de aceleração separados, com duração de uma semana cada. Os módulos vão decorrer em três locais distintos: São Francisco/Silicon Valley, nos Estados Unidos, Lisboa/Dublin e Singapura. O primeiro módulo arranca em maio, em Silicon Valley, onde as empresas selecionadas deverão participar em workshops e reuniões para “aprofundar os seus projetos”.

A BeOnEnergy desenvolve microinversores, que convertem a energia de um painel solar para a energia que é usada na rede elétrica. É o primeiro microinversor no mundo que permite ligar um sistema fotovoltaico diretamente a uma tomada.

Neste momento, a empresa é fornecedora de microinversores para a EDP, que os integra na sua oferta solar, sendo também a startup do ecossistema da EDP Inovação “que mais produto vende ao grupo”, pode ler-se no comunicado.

Em janeiro, a EDP juntou-se a mais sete empresas da Austrália, Singapura, Alemanha, Estados Unidos e Emirados Árabes Unidos e a dois aceleradores (New Energy Nexus e Swissnex San Francisco) para formar o consórcio que lançou o Free Electrons. O objetivo? Tentar criar um futuro em que a energia será mais inteligente, limpa e acessível, recrutando startups ligadas à eficiência energética, mobilidade elétrica, digitalização e serviços de apoio ao cliente a pedido.