Mais uma baixa na FIFA relacionada com acusações de corrupção. O sheik Ahmad Al-Fahad Al-Sabah, do Kuwait, apresentou este domingo a demissão do Conselho da FIFA, de forma a defender-se das acusações que lhe foram feitas num julgamento que decorre Tribunal Federal dos EUA. Ahmad afirmou, num comunicado enviado à AP, que se afasta para defender os “interesses da FIFA e da Confederação Asiática de Futebol”, mas manifestou-se “muito surpreendido” com as acusações de que é alvo e nega “perentoriamente ter cometido qualquer infração.”

O sheik Ahamad foi associado a uma rede de tráfico de influências e subornos no futebil por Richard Lai, membro do Comité de Auditoria da FIFA, que confessou ser culpado por fraudes cometidas no futebol. Num depoimento dado ao departamento de justiça de Brooklyn, nos Estados Unidos, Richard Lai referiu-se a Sheik Ahmad como “o conspirador número dois” nesta teia de influências.

O presidente do organismo, Gianni Infantino, agradeceu o facto de Ahmad “tomar uma decisão que certamente não foi fácil de tomar, mas que é do melhor interesse para a FIFA”.

Richard Lai — que agora acusou Ahmad — admitiu ter recebido subornos no valor de um milhão de dólares (918 mil euros), incluindo 850 mil euros (780 mil euros) de funcionários do Kuwait para comprar influência junto da FIFA.