A França anunciou esta sexta-feira o fim da epidemia de gripe aviária que, desde o seu início, em novembro de 2016, afetou explorações de criação de patos do sudoeste do país e obrigou ao abate de milhões de animais. Num decreto publicado no diário oficial, o Governo francês indica que o nível de risco desta doença é “insignificante” em toda a França.

Esta doença afeta as aves mas muito raramente os mamíferos, incluindo os humanos. Aquela constatação implica terminar um conjunto de restrições que tinham sido aplicadas para impedir a propagação da epidemia. No entanto, está definida uma quarentena que se prolonga até 28 de maio e abrange 1.134 municípios nas regiões de Haute-Garonne, Gers, Landes, Pyrénées-Atlantiques e Hautes-Pyrénées, próximas da fronteira com Espanha. A epidemia chegou a França através de aves migratórias e levou as autoridades a decidir o abate de milhões de patos e gansos.

Segundo a definição da Organização Internacional de Saúde Animal, a gripe aviária é uma doença viral muito contagiosa que afeta várias espécies de aves que fazem parte da alimentação humana, como o frango ou a codorniz, mas também outras domésticas e selvagens.

Em algumas situações, os mamíferos, como os seres humanos, podem igualmente contrair a gripe viária. Em fevereiro, as autoridades sanitárias portuguesas confirmaram a deteção no Algarve de uma garça-real (Ardea cinerea) infetada com o vírus da gripe aviária (vírus influenza A do subtipo H5N8), que não se transmite aos humanos, mas pode passar para produções domésticas ou industriais de aves.

Por isso, na altura, foi decidido identificar explorações domésticas nas imediações do local onde foi encontrado o cadáver, um procedimento considerado normal, e proibir o comércio de aves em mercados rurais, a largadas de pombos, de espécies cinegéticas criadas em cativeiro, e caça com negaças vivas. Portugal teve focos da doença em 2013 e também já tinha tido em 2007, quando foram infetadas explorações de aves nas zonas da Malveira e da Lourinhã.