Livros

Centenário das Aparições de Fátima: o que ler durante a visita do Papa Francisco

127

No ano em que se assinalam os 100 anos das Aparições de Fátima, não vão faltar livros sobre a história dos três pastorinhos. Reunimos alguns deles.

O Papa Francisco vai estar em Portugal a 12 e 13 de maio, para o Centenário das Aparições de Fátima

Sobre as Aparições de Fátima

A Senhora de Maio — Todas as perguntas sobre Fátima é um livro “revelador” escrito pelos jornalistas António Marujo e Rui Paulo, que reúne vários testemunhos contemporâneos das Aparições. O objetivo é “despertar uma visão o mais completa e abrangente possível sobre um “fenómeno controverso e complexo”. O livro, publicado pela Temas & Debates, foi prefaciado Lídia Jorge.

O jornalista Paulo Moura voltou às publicações com As Guerras de Fátima. O livro, editado pela Elsinore em maio, parte de uma interrogação: “Terão as visões de Lúcia influenciado decisivamente a História do século XX ou terá a vidente sido usada, durante uma vida inteira de clausura em conventos, pelos interesses de várias potências mundiais?”. Procurando responder a esta pergunta, Paulo Moura fala das pressões que a Irmã Lúcia, a única dos três pastorinhos que viveu até à idade adulta, sofreu do Estado Novo, do Vaticano e até da NATO, nomeadamente dos Estados Unidos da América durante a Guerra Fria.

O livro “As Guerras de Fátima” foi publicado pela Elsinore em maio

Fátima – Milagre ou construção?, da jornalista do Público Patrícia Carvalho, levanta várias questões que, passados 100 anos, permanecem sem resposta. Recorrendo a documentos da época, incluindo jornais, publicações várias, fotografias e depoimentos, Patrícia Carvalho analisou as versões da Igreja das Aparições de Fátima mas também hipóteses nunca comprovadas que foram levantadas pelos jornais que à data gritavam “farsa”. Publicado pela Porto Editora, o livro pretende que os leitores perguntem a si mesmos: “Estarão os crentes a alimentar uma mentira cuidadosamente planeada?”.

O jornalista João Céu e Silva escreveu Fátima — A profecia que assusta o Vaticano, um livro que, entre muitas questões, fala dos mistérios que ainda hoje envolvem as Aparições de Fátima. Recorrendo aos depoimentos dos altos responsáveis do Santuário, a teólogos reputados, historiadores e ainda especialistas em questões religiosas, Céu e Silva reconstruiu a história do século em que a Cova da Iria se tornou num dos principais centros de peregrinação mundial. A edição é da Porto Editora.

O Sol Bailou ao Meio-Dia: a Criação de Fátima, de Luís Filipe Torgal, foi reeditado este ano pela editora Tinta-da-China em formato económico. No prefácio do ensaio, Fernando Rosas escreveu: “É uma obra corajosa, um trabalho rigoroso e desapaixonado, baseado numa investigação exaustiva e persistente sobre a forma como a hierarquia católica foi construindo, primeiro, e usando, depois, o ‘milagre’ de Fátima com o objetivo de transformar o lugar e a alegada epifania num polo ideológico de ‘recristianização’ de um Portugal doente e afastado dos caminhos da fé pelo ateísmo e anticlericalismo republicano”.

O ensaio “O Sol Bailou ao Meio-Dia” foi publicado pela Tinta-da-China. Custa 13,90 (formato económico)

Os historiadores José Eduardo Franco e Bruno Cardoso Reis procuram analisar histórica e ideologicamente o fenómeno de Fátima, lugar fundamental para a compreensão do catolicismo em Portugal. O resultado foi Fátima — Lugar Sagrado Global, um livro editado em abril pela Temas & Debates.

Quando o Sol Dançou — Fátima e Portugal, de Jeffrey S. Bennet, é um dos muitos livros que a Guerra & Paz preparou para o primeiro semestre de 2017 sobre Fátima. Nesta obra, Bennet procura, de acordo com a editora, “deslindar as complexas relações sociais que permitiram e levaram ao surgimento e manutenção do culto de Fátima e da sua interligação com a construção de uma aguerrida identidade nacional”.

Potencialmente “intenso e polémico” é o livro Fátima — Milagre, Ilusão ou Fraude? do irlandês Len Port, residente em Portugal, publicado também pela Guerra & Paz. O livro reúne dados e opiniões de pessoas próximas das Aparições e também de especialistas que se debruçaram sobre o tema, e pretende “informar e provocar mentes abertas e curiosas”, segundo a editora.

Factos e Figuras de Fátima – Um Dicionário, de Helder Guégués, foi editado em abril pela Guerra & Paz.

No ano em que se assinalam os 100 anos das Aparições, o fotógrafo Alfredo Cunha decidiu reunir em livro 100 fotografias do Santuário de Fátima e dos seus fiéis. O livro Fátima — Enquanto Houver Portugueses, tem uma introdução do jornalista António Marujo. A edição é da Porto Editora e bilingue (português e inglês).

Ao contrário de outras editoras, a Saída de Emergência escolheu publicar um triller, da autoria de Nuno Lopes Tavares, dedicado a Fátima. A Hora de Maria levanta algumas questões sobre as Aparições e sobre a forma como foi conduzido todo o processo. Foi editado no final de março.

Sobre o Papa Francisco

A Gradiva lançou em abril Francisco: Desafios à Igreja e ao Mundo, de Anselmo Borges, um livro que fala sobre os muitos que o Papa Francisco enfrenta, e que coloca à Igreja e aos cristãos.

Do Berço ao Trono. Papa Francisco: Vida, Palavra e Obra é um volume organizado por Elizabete Agostinho e que, como o próprio título indica, é dedicado à vida de Francisco. Saiu em maio, pela Guerra & Paz.

A pensar nos mais pequenos, o Padre José Luís Borga escreveu O Papa é Francisco!. Com ilustrações de Patrícia furtado, o livro que explica quem é Francisco e porque escolheu para si esse nome, entre outras curiosidades. A edição é da Oficina do Livro.

Agora que entramos em 2019...

...é bom ter presente o importante que este ano pode ser. E quando vivemos tempos novos e confusos sentimos mais a importância de uma informação que marca a diferença – uma diferença que o Observador tem vindo a fazer há quase cinco anos. Maio de 2014 foi ainda ontem, mas já parece imenso tempo, como todos os dias nos fazem sentir todos os que já são parte da nossa imensa comunidade de leitores. Não fazemos jornalismo para sermos apenas mais um órgão de informação. Não valeria a pena. Fazemos para informar com sentido crítico, relatar mas também explicar, ser útil mas também ser incómodo, ser os primeiros a noticiar mas sobretudo ser os mais exigentes a escrutinar todos os poderes, sem excepção e sem medo. Este jornalismo só é sustentável se contarmos com o apoio dos nossos leitores, pois tem um preço, que é também o preço da liberdade – a sua liberdade de se informar de forma plural e de poder pensar pela sua cabeça.

Se gosta do Observador, esteja com o Observador. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: rcipriano@observador.pt
IAVE

Errare humanum est… exceto para o IAVE!

Luís Filipe Santos

É grave tal atitude e incompreensível este silêncio do IAVE. Efetivamente, o que sempre se escreveu nos anos anteriores neste contexto foi o que consta na Informação-Prova de História A para 2018.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)