Papa em Fátima

Maioria dos portugueses dá boa nota ao Papa Francisco

Um estudo do Instituto Português de Administração de Marketing revela que mais de metade dos inquiridos consideram excelente o trabalho desenvolvido pelo Papa Francisco.

Numa das perguntas de resposta aberta - sem qualquer sugestão de escolha - 60% dos inquiridos consideraram o papa Francisco "inovador" e 40% "revolucionário"

MICHAEL KAPPELER/EPA

Um estudo desenvolvido pelo Instituto Português de Administração de Marketing (IPAM) sobre hábitos religiosos dos portugueses e o papa revela que mais de metade dos inquiridos consideram excelente o trabalho pastoral de Francisco.

Segundo revelou à agência Lusa o coordenador do estudo, Pedro Mendes, numa escala entre excelente e mau, 65% dos 1.200 participantes no inquérito respondido online considerou o trabalho pastoral do papa Francisco “excelente”.

Se juntarmos o bom e o excelente a percentagem fica nos 91%”, acrescentou Pedro Mendes, revelando ainda que 79% dos portugueses atribui grande importância à visita do papa Francisco ao santuário de Fátima, no centenário das “aparições”, a 12 e 13 de maio.

Numa das perguntas de resposta aberta – sem qualquer sugestão de escolha – 60% dos inquiridos consideraram o papa Francisco “inovador” e 40% “revolucionário”. “Inovador” foi ainda a característica apontada a Jorge Bergoglio pela maioria dos participantes (25%).

O estudo da instituição de marketing, realizado para assinalar a primeira visita do papa Francisco a Portugal, revela ainda que 70% dos portugueses se identifica como católica. Dos auscultados que não vão acompanhar a visita em Fátima, 70% revelou também que pretende fazê-lo através da cobertura dos órgãos da comunicação social e das redes sociais.

O estudo do IPAM permite ainda confirmar que 75% da população portuguesa tem afinidade religiosa e identifica a sua religião de forma concreta, embora apenas 51% frequente habitualmente locais de culto e oração como igrejas, mesquitas ou sinagogas. Destes, 22% visitam o local de culto, pelo menos, uma vez por semana, enquanto apenas 6% tem uma maior frequência. De assinalar, contudo, que a grande maioria (72%) admite a prática de orações ou ações de meditação religiosa.

Surpreendente talvez seja o facto de mais de 10% assumir-se como ateu (6,4%) ou agnóstico (5,4%) e 3,5% das pessoas serem indiferentes”, revelou Pedro Mendes.

O coordenador do estudo acrescentou que o trabalho evidencia ainda que a tradição familiar prevalece na opção pela religião escolhida (63%), com apenas 35% dos portugueses a referir ser fruto de uma convicção pessoal.

Ao analisar os hábitos religiosos da população portuguesa, o IPAM conclui também que apenas 5% dos crentes portugueses assume ter mudado de religião ao longo da vida e 93% dos inquiridos indicou ter realizado pelo menos um sacramento religioso.

Pedro Mendes adiantou que este estudo é “mais fidedigno sobre a representação da população portuguesa” do que o inquérito realizado em 2015. Segundo o professor, este trabalho “consegue um equilíbrio dos vários estratos e de diferentes regiões”, por ser “online”, o que “abrange outro tipo de pessoas, como os jovens”.

O estudo “Hábitos Religiosos da População Portuguesa & o Papa Francisco” foi elaborado pelo IPAM com base em 1.200 inquiridos, com mais de 18 anos de Portugal Continental e Ilhas, que realizaram o inquérito através da plataforma online (www.pesquisaonlione.com), entre 12 de março e 19 de abril de 2017, abrangendo todo o território nacional, com uma amostra proporcional estratificada por região, com uma margem de erro de 3%.

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