Disponível no mercado norte-americano, ao que tudo indica, a partir do próximo Outono, a mais recente evolução do muscle car Ford Mustang deverá chegar à Europa apenas no início de 2018. No entanto, com garantias de uma (ainda) maior capacidade de aceleração e melhores consumos, sobretudo graças à adopção da nova caixa automática de 10 velocidades.

Continuando disponível tanto na variante coupé, como descapotável, o renovado Mustang e segundo uma brochura oficial da Ford que inadvertidamente terá sido tornada pública, tem desde já garantida, entre outras novidades, a estreia da nova caixa de velocidades automática de 10 velocidades, a mesma que a Ford já disponibiliza, por exemplo, na monster truck F-150 Raptor. E que, no caso do muscle car, além de contar com patilhas no volante, oferece passagens de caixa mais rápidas, contribuindo igualmente para consumos mais baixos.

Esta nova transmissão, que à partida estará disponível apenas com o motor mais potente, oferece inclusivamente a possibilidade de funcionar num de três novos modos de condução – Normal, Sport e Track -, sendo que o carro passa a dispor igualmente de uma nova funcionalidade, que lhe permite reter as preferências do condutor em termos de condução – por exemplo, o nível de assistência na direcção ou a firmeza da suspensão.

Mais motor

Quanto a motores, confirma-se a manutenção tanto do V8 5,0 litros da família Coyote, como do tetracilíndrico 2,3 litros EcoBoost, embora se fale em aumentos de potência e binário em ambas as motorizações, a par das já referidas melhorias nos consumos, em virtude da maior desmultiplicação final da transmissão.

No domínio do chassi, destaque para a introdução de novos amortecedores que, segundo a marca, garantem uma maior estabilidade, novas articulações no eixo traseiro e barras estabilizadoras reajustadas. Sendo que os clientes que optem por incluir o Mustang Performance Package, beneficiarão ainda da nova suspensão MagneRide, cujo grau de dureza varia de acordo com os modos de condução ou preferências do condutor.

Prevista está ainda a possibilidade de alterações no sistema de escape, nomeadamente através da adopção de uma opcional válvula activa, que modifique a “música” emanada pelas motorizações.

Ao mesmo tempo e depois dos fracos resultados conseguidos com actual Mustang nos testes de segurança Euro NCAP, nos quais o carro americano conseguiu apenas duas estrelas, a Ford resolveu apostar no reforço da segurança e incluir vários sistemas de pré-colisão e de detecção de peões entre o equipamento de segurança de origem.

Aspecto melhorado por dentro e por fora

Falando de aspectos estéticos, o renovado Mustang promete surgir com alterações na frente e traseira, concebidas de forma a dotar o modelo de uma melhor aerodinâmica, assim como com três novas cores exteriores. Sendo que, no interior, o maior destaque vai para o tradicional painel analógico de instrumentos, que poderá ser substituído opcionalmente por uma solução totalmente digital, de 12 polegadas – idêntica e com o mesmo nível de personalização da estreada no superdesportivo GT.

De série, será proposto um novo ecrã táctil a cores de 4,2 polegadas, porta de entrada para o sistema de infoentretenimento, ao qual será possível juntar o novo sistema de som Shaker Pro, além de um total de oito pacotes de equipamento/personalização, centrados tanto no exterior, como no interior.

Por outro lado, apesar de se tratar apenas de um restyling, tudo indica que o renovado Mustang verá aumentadas as quotas de habitabilidade à frente, em detrimento do espaço para os passageiros dos lugares posteriores. Segundo as informações recolhidas, são mais 1,5 cm à frente e menos 4 cm atrás.

A finalizar, de referir ainda que a Ford estendeu ao novo Mustang a aplicação Fordpass para smartphone, a qual permite que o proprietário possa encontrar, destrancar e até ligar a ignição do carro, recorrendo para tal apenas ao seu telemóvel.