Entrevista

Rui Moreira em 45 tweets. “Foi o PS que entendeu não apoiar candidatura”

611

Culpa PS pela rutura e aponta o dedo à direção do partido por não o ter defendido das acusações do eurodeputado Manuel dos Santos. E agora? Vai ser mais difícil ganhar, admite. A entrevista em tweets.

Ricardo Castelo / Observador

No rescaldo da polémica com o PS no Porto, Rui Moreira aponta as culpas aos socialistas pela rutura. Em entrevista ao Observador (que será publicada na íntegra ao final do dia), o atual presidente da câmara do Porto e candidato independente para mais um mandato explica a sua versão dos factos: Ana Catarina Mendes, na entrevista ao Observador, “disse que a lista [do movimentos de Rui Moreira] estava condicionada”. E, para Rui Moreira, “a lógica das candidaturas independentes não é a lógica de quem é o número 2, 3 ou 4 na lista. Essa é a lógica dos partidos”.

Para o candidato do movimento O Nosso Partido é o Porto, o problema não era o PS, na noite eleitoral, vir a celebrar e a contabilizar os votos da candidatura que apoiava; o problema foi o PS achar que condicionava os lugares na lista. Ana Catarina Mendes, enquanto secretária-geral-adjunta, devia ter saído em defesa de Rui Moreira face às declarações que tinham sido feitas pelo eurodeputado socialista Manuel dos Santos, disse. No Facebook, o eurodeputado escreveu que “havia um acordo secreto ao mais alto nível” que passava por Rui Moreira ir para ministro ou para o Parlamento Europeu, para Manuel Pizarro chegar assim à presidência da Câmara do Porto, num “golpe palaciano”. Rui Moreira desmentiu, mas não gostou que o PS não tivesse feito o mesmo.

Sobre o futuro, o candidato independente admite que “vai ser muito mais difícil” ganhar as eleições sem o apoio do PS, mas rejeita imediatamente um cenário em que o PS de Manuel Pizarro ganhasse e o convidasse para integrar o executivo como vereador: “Seguramente que não”.

Sobre rutura com o PS. “Foi o PS que entendeu não apoiar esta candidatura”

Quanto ao eurodeputado socialista Manuel dos Santos — que escreveu num artigo alegando que existiria um golpe combinado para Manuel Pizarro subir a Presidente, com uma eventual saída de Rui Moreira para o Governo ou para Bruxelas — Rui Moreira afirma que esperava uma posição mais firme do PS. Queria ter visto o PS a desmentir essas declarações, mas nem António Costa, nem Ana Catarina Mendes, nas entrevistas que deu ao Expresso e ao Observador, o fizeram.

Rutura consumada. E agora? Vitória “é muito mais difícil”

Sobre a cidade do Porto. Mobilidade, restauração e as obras do Bolhão

Sobre candidaturas independentes e a sua alegada “partidofobia”

Metro de Cristas no Porto?

Descentralização de competências e regionalização

E o futuro?

Todos queremos saber mais. E escolher bem.

A vida é feita de escolhas. E as escolhas devem ser informadas.

Há uns meses o Observador fez uma escolha: uma parte dos artigos que publicamos deixariam de ser de acesso totalmente livre. Esses artigos Premium, por regra aqueles onde fazemos um maior investimento editorial e que mais diferenciam o nosso projecto, constituem a base do nosso programa de assinaturas.

Este programa Premium não tolheu o nosso crescimento – arrancámos mesmo 2019 com os melhores resultados de sempre.

Este programa tornou-nos mesmo mais exigentes com o jornalismo que fazemos – um jornalismo que informa e explica, um jornalismo que investiga e incomoda, um jornalismo independente e sem medo. E diferente.

Este programa está a permitir que tenhamos uma nova fonte de receitas e não dependamos apenas da publicidade – porque não há futuro para a imprensa livre se isso não acontecer.

O Observador existe para servir os seus leitores e permitir que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia. Por isso o Observador também é dos seus leitores e necessita deles, tem de contar com eles. Como subscritores do programa de assinaturas Observador Premium.

Se gosta do Observador, esteja com o Observador. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
Serviço Nacional de Saúde

Conversa da obstreta /premium

José Diogo Quintela

Como é que Costa acha que vão reagir os condutores de ambulâncias quando começarem a ser agredidos por grávidas irritadas, às voltas em Lisboa à procura da urgência que calha estar aberta naquele dia?

Crónica

E se o nosso futebol fosse gerido por comunistas?

João Pestana de Vasconcelos
1.314

Se aplicássemos as ideias comunistas ao futebol português, deixaríamos as boas intenções de ajudar os mais desfavorecidos arruinar a sua competitividade. Porque havemos de as aplicar à nossa economia?

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)