O caso aconteceu a um marinheiro na Califórnia, com 96 anos. Rolf Christoffersen recebeu uma carta da sua mulher que já faleceu. A carta tinha sido enviada em 1945, há 72 anos, e veio de Nova Jersey, antigo local onde o casal vivia.

A carta tinha sido enviada por Virginia para o navio onde o marinheiro se encontrava, na altura atracado em Port-of-Spain, a capital de Trindade e Tobago, nas Caraíbas. Não se sabe bem porquê mas a carta nunca chegou ao seu destino, pelo menos até agora.

Os atuais proprietários da casa onde o casal vivia, Allen Cook e a filha Melissa, deram com o envelope durante as remodelações, ainda selado, numa racha do teto da casa. “O envelope era velho e amarelo, nunca foi aberto, foi inacreditável quando o meu genro começou a ler. Na carta, Virginia falava sobre o bebé que ia ter”, contou à CNN Allen Cook. O envelope tinha sido marcado como “devolver ao remetente”.

Melissa esforçou-se ao máximo para conseguir que a carta fosse entregue ao destinatário correto. Procurou por todo o lado até chegar ao contacto de um dos filhos do marinheiro, Rolf Christoffersen. Ao receber uma chamada no escritório a perguntar onde tinha vivido, Rolf ficou curioso sobre o que se poderia tratar.

“Alguém ligou para o meu escritório. Tinham pesquisado o meu nome no Google, que é igual ao do meu pai. A Melissa perguntou-me onde é que eu tinha crescido e eu disse-lhe que tinha sido ali [na casa dela]. Ela contou que tinha a carta e foi assim que descobri”, contou à CNN o filho do marinheiro. Rolf filho, tem agora 66 anos e a mãe morreu há seis anos. As palavras escritas por Virginia deixaram-no emocionado. O filho fez questão de ler a carta e finalmente, o marinheiro recebeu a correspondência, 72 anos depois.

“Fiquei surpreendido ao fim de todos estes anos. Fiquei muito feliz por saber que existia uma carta destas, aliás, continuo muito emocionado”, contou o Christoffersen pai à CNN. A carta informava, na altura, que o casal estava prestes a ter um filho.