O ciberataque, que na passada sexta-feira atingiu 150 países, deve ser encarado pelos governos como uma “chamada de atenção”. O aviso foi feito por Brad Smith, alto executivo da Microsoft responsável pela área jurídica da multinacional, que culpa os governos de reterem informações sobre vulnerabilidades de software capazes de cair nas mãos erradas – dos hackers, leia-se.

Num comunicado oficial divulgado este domingo no site da empresa tecnológica fundada por Bill Gates, Brad Smith escreve que, à semelhança das “vulnerabilidades” armazenadas pela CIA que são divulgadas na WikiLeaks, estas “vulnerabilidades roubadas pela NSA afetaram consumidores em todo o mundo”.

Um cenário equivalente com armamento convencional seria alguns dos mísseis Tomahawk serem roubados aos militares norte-americanos”, continua.

Ataque informático. O que foi, como se espalhou, quem o travou

Ao todo, mais de 200 mil computadores terão sido afetados esta sexta-feira, num ataque que chegou a fechar empresas, hospitais e até escolas. Em Portugal, os alarmes começaram por soar na Portugal Telecom, mas outras empresas optaram por desligar os computadores por iniciativa própria numa tentativa de prevenirem o ataque.

Ciberataque pode regressar com uma segunda versão melhorada

Segundo o gabinete europeu da Europol, o ataque atingiu “níveis sem precedentes” e vai exigir uma “investigação internacional complexa para identificar os culpados”. No entanto, é esperado que volte esta segunda-feira com o regresso ao trabalho, após a interrupção no fim de semana.

Acredita-se que este ransomware, um tipo de software malicioso que encripta os ficheiros dos computadores e pede um resgate financeiro em bitcoins (moedas virtuais), terá sido roubado da agência de Segurança Nacional norte-americana NSA.