Autárquicas 2017

Socialistas nas juntas de freguesia do Porto também abdicam de pelouros

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Os socialistas que detinham pelouros nas juntas de freguesia portuenses decidiram abdicar das "pastas" por solidariedade com os vereadores do PS na Câmara do Porto. Rui Moreira alvo de críticas.

"Socialistas lamentam profundamente que os dirigentes do movimento de Rui Moreira tenham visto uma oportunidade para afastar [o PS]"

ESTELA SILVA/LUSA

A cisão entre Rui Moreira e Manuel Pizarro continua a agitar política portuense. Depois de os vereadores socialistas terem abdicado dos pelouros que ocupavam na Câmara Municipal do Porto, desta vez foram os eleitos do PS que participam na gestão das juntas de freguesia do concelho portuense em conjunto com o movimento independente de Rui Rui Moreira a cortarem o cordão umbilical.

Numa nota enviada às redações, o PS/Porto explica que se trata de “um gesto de solidariedade de todos os eleitos com a decisão tomada pelo PS Porto e pelos vereadores eleitos na Câmara Municipal do Porto”. A decisão aplica-se a quatro juntas de freguesia onde este acordo está em vigor: Bonfim, Ramalde, União de Freguesias de Lordelo do Ouro e Massarelos e União de Freguesias de Cedofeita, Santo Ildefonso, Sé, Miragaia, São Nicolau e Vitória.

No comunicado, o aparelho do PS/Porto não deixa de criticar implicitamente a decisão de Rui Moreira. “Os socialistas foram parceiros dedicados e leais ao longo deste mandato e lamentam profundamente que, a pretexto de quaisquer declarações, os dirigentes do movimento do Dr. Rui Moreira tenham visto uma oportunidade para afastar os socialistas com argumentos que a cidade não compreendeu. Não precisamos de atacar nenhuma instituição democrática – como os partidos – para afirmar que connosco a cidade está mesmo em primeiro”, escrevem os socialistas.

De resto, os homens do aparelho socialista portuense garantem que os “eleitos do PS [nunca] procuraram condicionar ou usurpar a identidade de qualquer movimento” e asseguram que a decisão agora tomada “não coloca em causa a governabilidade das juntas até às eleições”.

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