Arrancou esta quarta-feira o processo que levará à escolha da Palavra do Ano de 2017. As sugestões podem ser feitas através do site oficial da iniciativa, promovida anualmente pela Porto Editora, aqui. Para tal, basta inserir o endereço de email e a palavra que considera merecedora do prémio.

À semelhança do que aconteceu em 2016, a votação vai ser estendida a Angola e Moçambique, numa parceria com a Plural Editora angolana e moçambicana (que integram o grupo da Porto Editora) e o Instituto Camões. As sugestões podem ser feitas aqui e aqui, respetivamente.

O período de sugestões prolonga-se até ao final do mês de outubro, em Moçambique, e novembro, em Portugal e Angola. Nessa altura, serão anunciadas as listas das dez finalistas a Palavra do Ano, definidas a partir das sugestões sugeridas pelos falantes e “com base no estudo da frequência e distribuição do uso das palavras, monitorização da comunicação social e redes sociais e, ainda, dos acessos e consultas aos dicionários digitais da Porto Editora”, explica um comunicado emitido pelo grupo editorial.

Depois disso, as dez finalistas irão a votos. O anúncio da Palavra do Ano acontecerá entre dezembro de 2017 (para Moçambique) e os primeiros dias de 2018 (para Portugal e Angola).

A iniciativa Palavra do Ano foi lançada em 2009 pela Porto Editora “e tem como principal objetivo sublinhar a riqueza lexical e o dinamismo criativo da língua portuguesa, património vivo e precioso de todos os que nela se expressam, acentuando, assim, a importância das palavras e dos seus significados na produção individual e social dos sentidos com que vamos interpretando e construindo a própria vida”, refere o mesmo comunicado.

Em 2016, a palavra vencedora foi geringonça, a expressão usada para designar a coligação parlamentar que apoia o atual Governo. O vocábulo foi escolhido por 25 mil portugueses que, a partir de 1 de dezembro de 2016, puderam votar numa das dez palavras finalistas escolhidas pela Porto Editora a partir das sugestões enviadas através do site da Palavra do Ano.