Um em cada quatro eleitores do Partido Trabalhista britânico defende que, caso a conservadora Theresa May vença as eleições de 8 de junho, o partido deve ponderar uma cisão. Menos de 40% acham que seria uma má ideia. Este é o resultado de um sondagem da ORB para o The Telegraph, e poderá dar força aos trabalhistas que não se reveem na liderança de Jeremy Corbyn e que acreditam que, à semelhança do que aconteceu em França, uma cisão do partido pode ser a única forma de voltar ao poder nos próximos anos.

Foi exatamente isso que defendeu, recorda o jornal britânico, Lord Mandelson, que foi ministro no tempo de Gordon Brown. O político defendeu que a única razão por que Emmanuel Macron conseguiu a vitória nas eleições francesas foi porque não concorreu pelo Partido Socialista. Em França, após as eleições, um dos candidatos pelo Partido Socialista, Manuel Valls, mostrou intenção de se juntar a Macron e disse que “este Partido Socialista está morto”.

A sondagem da ORB indica que entre os eleitores mais à esquerda, no Reino Unido, 25% dizem que uma cisão seria uma boa ideia, 39% recusam esse cenário e 36% não respondem ou dizem que não têm uma opinião. Foram consultadas 500 pessoas que votaram Labour em 2015.

O mesmo estudo de opinião revelou, também, que quase um em cada três eleitores acham que, em caso de derrota, o Labour deve fundir-se com o partido dos Liberais Democratas — uma hipótese rejeitada por 40% dos inquiridos. A sondagem demonstrou, também, que 22% dos eleitores do partido acham que Tony Blair deveria voltar a tentar a liderança do partido, ao passo que 57% não querem um regresso do antigo-primeiro-ministro.

Sondagem dá 46% das intenções de voto a May, 34% a Corbyn

Em linha com o resultado das últimas sondagens, a mesma empresa de estudos de opinião — a ORB — revelou este sábado que Theresa May lidera as intenções de voto com uma margem folgada — 46% contra os 34% de Jeremy Corbyn e os Trabalhistas.

O partido Conservador manteve o mesmo resultado da sondagem divulgada na semana passada, segundo a Reuters, ao passo que os Trabalhistas ganharam 2 pontos percentuais.