Depois da Bugatti, Aston Martin, Lexus, Mercedes e até a Toyota, eis que também a Porsche decide alargar a força do seu design aos oceanos, concebendo um iate de linhas desportivas, mas interior requintado, um pouco à semelhança do que também acontece com os automóveis do construtor alemão.

Se já não é de hoje que alguns dos mais prestigiados nomes da indústria automóvel aproveitam a sua ligação a outras áreas para promover a sua imagem, e facturar uns “quantos” euros extra, há que reconhecer à Porsche ter sido uma das primeiras marcas a apostar nesta diversificação da actividade. Não só a venda de know-how de engenharia a outros fabricantes de automóveis foi, durante anos, uma considerável fonte de receita – casos mais conhecidos, os motores do primeiro Seat Ibiza ou o desenvolvimento do poderoso Mercedes 500E do início da década de 1990 –, como foi já no longínquo ano de 1972 que Ferdinand Alexander Porsche, neto do fundador da marca com o mesmo nome, e criador do “eterno” 911, decidiu fundar o Porsche Design Studio em Estugarda (transferido, dois anos mais tarde, para a Áustria).

Um nome que é hoje mundialmente (re)conhecido, por um lado, pela quase interminável linha de acessórios que cria e comercializa sob a sua própria marca – desde os seus reputados relógios a óculos, passando pelas canetas, cachimbos e utensílios destinados ao fumadores de charutos, pela marroquinaria ou pelo vestuário. E, por outro, pelos trabalhos que realiza para outras empresas através do chamado Studio F. A. Porsche.

Neste âmbito, referência obrigatória para o GTT 115 by Studio F. A. Porsche, um fantástico iate transoceânico da marca monegasca, com 35 metros de comprimento e todas as mordomias que é possível imaginar. Ou seja, a proposta perfeita para os que são fãs, em simultâneo, dos desportivos da marca e dos mais luxuosos meios de navegação.

Claro que, não obstante a assinatura deste portento dos mares, pouco mais há em comum entre o GTT 115 e os modelos da Porsche. A não ser, provavelmente, o casco construído em alumínio e o facto de, tal como na sua mais emblemática criação, os dois motores V12 da MAN estarem instalados na traseira (ou na popa, para utilizar um termo mais de acordo com o mundo náutico), gerando qualquer coisa como 1.630 cv de potência máxima, o que permite a este iate atingir uma velocidade máxima de 21 nós (39 km/h), sendo a velocidade de cruzeiro (a 85% do regime máximo de funcionamento dos motores) de 19 nós (35 km/h). E como a tecnologia híbrida já chegou ao sector naval, fique sabendo que o GTT 115 também pode funcionar no modo completamente eléctrico, no mais absoluto silêncio, graças a dois motores eléctricos com 27 cv cada, sendo, neste caso, a sua velocidade de cruzeiro de 11 km/h.

De resto, de tão extenso, seria aqui fastidioso descrever todo o argumentário do GTT 115 by Studio F. A. Porsche. Aos interessados, fica a sugestão de acederem ao configurador do estaleiro sedeado no Mónaco, mas cujos barcos são produzidos em Itália, e aí definirem as suas preferências e melhor conhecerem este sonho flutuante. Mas será necessário levar em linha de conta três “pormenores” fundamentais: precisam de ter, pelo menos, 11,9 milhões de euros disponíveis; estarem preparados para abrir os cordões à bolsa para mais alguns euros se forem muito exigentes na sua configuração (não é difícil acrescentar à factura final mais uns 2 milhões de euros escolhendo uma meia dúzia de opções); e não hesitarem excessivamente na sua decisão, já que a Dymaniq prevê produzir apenas sete exemplares do GTT 115 by Studio F. A. Porsche.

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