A Câmara Municipal do Seixal exigiu esta terça-feira mais ligações fluviais da Transtejo entre o concelho e Lisboa, referindo que a redução de carreiras tem originado uma perda de passageiros.

Em causa está a redução permanente das ligações fluviais, que têm vindo a acontecer drasticamente nos últimos anos, prejudicando os munícipes que utilizam diariamente este meio de transporte nas suas deslocações”, refere a autarquia, em comunicado.

A Câmara Municipal do Seixal, liderada por Joaquim Santos (PCP), salienta que a “redução de disponibilização de carreiras” tem vindo a fazer com que o número de utilizadores “reduza substancialmente de ano para ano, procurando outras alternativas para se deslocarem, entre as quais o transporte próprio e o comboio”.

“No entender da Câmara Municipal do Seixal, este reforço da mobilidade também passa por mais carreiras de e para o Seixal, potenciando a utilização do transporte público, mas também a economia e o turismo, importante setor que o município pretende desenvolver”, salienta.

A autarquia defende que o transporte fluvial no rio Tejo assume uma importância estratégica na mobilidade das populações da Área Metropolitana de Lisboa (AML), que tem vindo a ser posta em causa.

De há vários anos a esta parte, está a ser posta em causa com a redução de trabalhadores e problemas de manutenção nas suas frotas, conduzindo a cortes na oferta de transportes e a uma recorrente supressão de carreiras programadas, gerando perda de fiabilidade neste modo de transporte”, salienta.

Os eleitos da Câmara Municipal do Seixal vão estar junto à estação da Transtejo no concelho na quarta-feira para exigir mais carreiras de ligação entre o Seixal e Lisboa.