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Manchester. Famílias "devastadas" procuram filhos desaparecidos

Este artigo tem mais de 3 anos

Redes sociais, programas de rádio e o apoio de figuras públicas têm sido fundamentais para as dezenas de pais e familiares desesperados à procura dos filhos que estavam no concerto em Manchester.

A confirmação da existência de crianças entre as vítimas mortais do ataque da noite de segunda-feira na Manchester Arena provocou o pânico entre dezenas de pais de jovens que tinham ido ao concerto. Os pais têm estado a dirigir-se aos hospitais da cidade para tentar encontrar os filhos, escreve a imprensa britânica. Além disso, familiares e amigos têm estado a partilhar nas redes sociais fotografias de filhos e amigos na esperança de que alguém os consiga localizar, como é o caso de Deborah Hutchinson. “A minha filha Courtney Boyle e o seu companheiro Philip Tron desapareceram esta noite num ataque em Manchester, por favor partilhem e ajudem a encontrá-los, preciso deles em casa seguros”, escreveu a mulher britânica no Facebook.

https://www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=782756281905722&id=100005140728523

A busca por crianças desaparecidas está a ser dificultada pela quantidade de notícias falsas que têm sido divulgadas sobre as operações. Por exemplo, a informação de que o hotel Holiday Inn de Manchester teria acolhido 60 crianças sem acompanhamento veio a confirmar-se errada. Fonte daquela unidade hoteleira afirmou ao diário britânico The Guardian que o hotel de facto prestou apoio às pessoas em fuga da Manchester Arena, mas não confirmou o acolhimento daquele número de crianças. Tanto o Holiday Inn Express junto à Arena de Manchester como o Crowne Plaza estão a “oferecer apoio aos cidadãos que precisam de refúgio imediato”, garantiu a companhia hoteleira, afirmando ainda que “um número de outros hotéis Holiday Inn na zona envolvente também ofereceu aos afetados pelo incidente um lugar para ficar”.

Também os meios de comunicação social estão a ajudar os pais na tarefa de encontrar os filhos. Um exemplo é a BBC Radio 4, que recebeu Charlotte Campbell, uma mulher britânica que esta manhã ainda não tinha encontrado a sua filha de 15 anos, Olivia. “Ela tinha acabado de ver a atuação da banda de abertura e disse-me que estava a divertir-se imenso, a agradecer-me por a ter deixado ir”, disse Charlotte, citada também pelo The Guardian. Agora, a mulher diz que está em casa “a telefonar a toda a gente: hospitais, polícia, os centros em que as crianças foram postas”, e que o pai da de Olivia “está em Manchester à procura dela”. Charlotte explicou ainda no programa de rádio que os amigos de Olivia, bem como outras pessoas que nem conhece, estão à procura da jovem. “As pessoas mandam-me mensagens, dizem-me que têm a foto dela, estão à procura dela e que vão entrar em contacto comigo se a virem. E eu estou sem saber nada, o telefone dela está desligado”, acrescentou.

Charlote Campbell também foi fazer um apelo ao programa “Good Morning Britain”, apresentado por Piers Morgan e Susanna Reid. Já no final da entrevista, a apresentadora emocionou-se com o relato da mãe. Quando ia começar a chorar, pediu desculpa: “Se eu ficar emocionada, isso não vai ajudar ninguém”

Nas redes sociais, também se multiplicam os pedidos de ajuda para encontrar Chloe Rutherford e Liam Curry, outros dois jovens que desapareceram na noite passada. A banda Little Mix, originária da cidade-natal dos dois jovens, também se associou aos esforços, partilhando a fotografia deles no Twitter. A publicação ganhou grandes proporções devido à partilha da banda feminina e já conta com mais de 30 mil retweets. Chloe Rutherford, de 17 anos, e o seu amigo Liam Curry, de 19, continuam sem aparecer.

Martyn Hett, um jovem de 29 anos, também continua desaparecido. O seu irmão, Dan Hett, está a fazer o apel0 via Twitter, dizendo que Martyn esteve na Manchester Arena e ainda não regressou a casa. Segundo a mãe de Martyn, Kathryn Hett, de 59 anos, o telemóvel do jovem encontra-se desligado e a família está “devastada”. “Acabámos de saber que ele esteve lá com amigos e que se separou deles. Não o vemos desde então, o telemóvel dele está agora desligado. É impossível evitar pensar que quanto mais tempo passa, pior pode ser o que aconteceu”, disse a mãe, citada pelo The Telegraph.

A avó que resgatou mais de 50 crianças perdidas

Assim que ouviu a explosão e viu dezenas de crianças a fugirem da Manchester Arena, Paula Robinson, de 48 anos, só conseguiu imaginar os seus filhos e os seus netos. Por isso, pegou no maior número de crianças que conseguiu e levou-as para um hotel próximo, onde lhes deu de comer e beber e lhes deu apoio psicológico. Ao mesmo tempo, divulgou através das redes sociais o seu número de telemóvel e a sua localização, permitindo a muitos pais recuperarem os seus filhos.

À revista Rolling Stone, Paula Robinson diz que não é nenhuma heroína. “Não fiz nada que mais ninguém fizesse. Pensei nas minhas próprias crianças e sabia que iria querer que alguém olhasse por elas e as retirasse do local se eu não o pudesse fazer”, explicou. “Toda a gente estava no Facebook, por isso pensei que se conseguisse divulgar o meu número as pessoas talvez me pudessem ligar e eu pudesse ajudar de uma pequena forma”, acrescentou, sublinhando que tem filhos e netos. “Faz-me impressão pensar naquelas pequenas vidas perdidas.”

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