Ambiente

A novela das emissões. Mercedes e Fiat na berlinda

Várias marcas de automóveis continuam sob suspeita de terem manipulado os valores de emissões dos seus motores diesel. A Daimler foi alvo de buscas na Alemanha, a FCA alvo de uma acção legal nos EUA.

Autor
  • António Sousa Pereira

Depois do Dieselgate, são várias as marcas de automóveis que continuam na mira das autoridades de diversos países, nas mais distintas latitudes, devido à possibilidade de terem manipulado os valores relativos às emissões de alguns dos seus motores a gasóleo. As notícias mais recentes são protagonizadas pela Daimler, no seu país natal, e pela FCA, nos EUA.

O grupo que detém, entre outras, a Mercedes, a Smart e a AMG, foi alvo de buscas por parte dos procuradores alemães, no âmbito de uma investigação relacionada com publicidade enganosa e possível manipulação do tratamento dos gases de escape em automóveis animados por motores a gasóleo. O gabinete da procuradoria de Estugarda fez saber que 23 procuradores, acompanhados de mais 230 elementos (entre polícias e autoridades criminais), estiveram envolvidos em buscas efectuadas em 11 instalações do construtor, em diversos estados da Alemanha, na procura de ficheiros, dados e outras provas que possam confirmar as suas suspeitas.

A Daimler referiu estar a cooperar com as autoridades numa investigação iniciada em Março, e que começou por visar funcionários da empresa, identificados e desconhecidos. Funcionários esses suspeitos de fraude e publicidade enganosa relacionados com a manipulação de emissões em automóveis de passageiros a gasóleo.

Do lado de lá do Atlântico, e como se previa, a Fiat Chrysler Automobiles (FCA) foi mesmo alvo de uma acção civil relacionada com a alegada manipulação das emissões dos motores a gasóleo dos Jeep Grand Cherokee e Ram 1500 produzidos entre 2014 e 2016. O processo foi interposto pelo Departamento de Justiça dos EUA num tribunal de Detroit e, no limite, segundo o autor, poderá resultar numa multa máxima 4,1 mil milhões de euros.

Mas também é possível que sirva para pressionar o grupo ítalo-americano a aceitar um acordo que lhe permita compensar o Estado americano pelas suas alegadas acções fraudulentas. No fundo, à semelhança do que aconteceu com a Volkswagen, pese embora a FCA, ao contrário da sua congénere germânica, continue a negar veementemente ter utilizado qualquer software ilegal nos seus veículos.

Em comunicado, a FCA manifestou o seu desapontamento face ao caminho escolhido pelo governo estado-unidense neste processo, reiterando ainda a sua intenção de se defender vigorosamente, em especial das alegações que afirmam ter utilizado, de forma deliberada, dispositivos destinados a falsear os testes de emissões dos EUA. O facto é que a acção está em curso, e que a FCA enfrenta, ainda, uma investigação criminal relacionada com o mesmo tema, também a cargo do Departamento de Justiça dos EUA, bem como vários processos movidos por clientes e concessionários, também eles devidos a esta problemática.

Participe nos Prémios Auto Observador e habilite-se a ganhar um carro

Vote na segunda edição do concurso dedicado ao automóvel cuja votação é exclusivamente online. Aqui quem decide são os leitores e não um júri de “especialistas” e convidados.

Participe nos Prémios Auto ObservadorVote agora

    Se tiver uma história que queira partilhar ou informações que considere importantes sobre abusos sexuais na Igreja em Portugal, pode contactar o Observador de várias formas — com a certeza de que garantiremos o seu anonimato, se assim o pretender:

  1. Pode preencher este formulário;
  2. Pode enviar-nos um email para abusos@observador.pt ou, pessoalmente, para Sónia Simões (ssimoes@observador.pt) ou para João Francisco Gomes (jfgomes@observador.pt);
  3. Pode contactar-nos através do WhatsApp para o número 913 513 883;
  4. Ou pode ligar-nos pelo mesmo número: 913 513 883.

Agora que entramos em 2019...

...é bom ter presente o importante que este ano pode ser. E quando vivemos tempos novos e confusos sentimos mais a importância de uma informação que marca a diferença – uma diferença que o Observador tem vindo a fazer há quase cinco anos. Maio de 2014 foi ainda ontem, mas já parece imenso tempo, como todos os dias nos fazem sentir todos os que já são parte da nossa imensa comunidade de leitores. Não fazemos jornalismo para sermos apenas mais um órgão de informação. Não valeria a pena. Fazemos para informar com sentido crítico, relatar mas também explicar, ser útil mas também ser incómodo, ser os primeiros a noticiar mas sobretudo ser os mais exigentes a escrutinar todos os poderes, sem excepção e sem medo. Este jornalismo só é sustentável se contarmos com o apoio dos nossos leitores, pois tem um preço, que é também o preço da liberdade – a sua liberdade de se informar de forma plural e de poder pensar pela sua cabeça.

Se gosta do Observador, esteja com o Observador. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)