Um motorista da Uber foi formalmente acusado de privação de liberdade, sequestro e agressão sexual, depois de ter impedido uma passageira de lhe ter feito “abordagens indesejadas”. O caso aconteceu em Toronto, no Canadá.

Foi no passado domingo que a polícia de Toronto respondeu ao pedido de ajuda de uma passageira, de 18 anos, que viajava através da aplicação Uber. A vítima alegou que o motorista tentou ter inicialmente “conversas desadequadas” e “abordagens indesejadas”.

O motorista, lê-se na acusação, não permitiu que a jovem saísse do carro e, em vez disso, terá tentado levá-la para um local privado. A mulher disse ainda que pediu para sair do carro, mas que o motorista não deixou.

A polícia de Toronto identificou posteriormente o motorista em questão. Sukhbaj Singh, de 24 anos, foi preso na segunda de manhã sob acusação de privação de liberdade, sequestro e agressão. Terá ainda de comparecer em tribunal em julho.

A aplicação já respondeu às acusações e trata o caso como “inaceitável e intolerável”. Porta-voz da companhia disse ainda que o acesso ao motorista foi retirado da aplicação e que a Uber iria fornecer “toda a informação que ajude à investigação”. A companhia lembrou ainda que todas as viagens são seguidas por sinal GPS e que os motoristas são classificados no final de cada viagem.

Estas acusações vêm juntar-se a outras a que a companhia tem sido alvo em Toronto e proximidades. Em 2015, um motorista foi acusado de agressão sexual por uma passageira. Em 2016, outros dois motoristas foram acusados pelo mesmo motivo. No início deste ano, a polícia de Toronto prendeu um motorista de 26 anos depois de uma passageira o ter acusado de ter saltado para o banco de trás com alegadas tentativas de abuso sexual depois de ter parado o carro numa área isolada.