GNR

Militares da GNR realizam protesto devido “à falta de resposta” do Governo

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Profissionais da GNR da Guarda avançam esta quarta-feira para uma ação de protesto em Lisboa devido "à falta de resposta" do Governo às principais reivindicações.

Estatuto profissional, promoções, cálculo nas pensões de reforma e "défice muito grande de efetivos e de meios" são os principais motivos da ação de protesto

ANTÓNIO COTRIM/LUSA

A Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR) e a Associação Nacional de Sargentos da Guarda (ANSG) realizam esta quarta-feira uma ação de protesto em Lisboa devido “à falta de resposta” do Governo às principais reivindicações.

Estatuto profissional, promoções, cálculo nas pensões de reforma e “défice muito grande de efetivos e de meios” são os principais motivos da ação de protesto, que vai decorrer entre o Largo do Carmo e o Ministério da Administração Interna a partir das 17h00.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da APG, César Nogueira, afirmou esperar “uma mobilização forte”, mas não aquela que esperava devido às 684 promoções na GNR publicadas na terça-feira em Diário da República.

A tentativa das promoções foi a desmobilização. Já sabemos que esses 684 que foram promovidos não vão estar presentes no protesto porque a cerimónia de promoção vai decorrer hoje em parada nos vários quarteis”, disse César Nogueira.

No entanto, sustentou, há 1.200 militares que não foram promovidos, apesar de reunirem os requisitos para tal, e esses vão estar presentes no protesto. Os militares da GNR protestam também contra o novo estatuto profissional, que entrou em vigor a 1 de maio.

O presidente da APG afirmou que, entre as principais contestações ao novo estatuto, estão a diminuição dos dias de férias e as “promoções por escolha”, deixando de ser feitas “pela competência e antiguidade”. O novo cálculo das pensões de reforma, continuando a existir cortes, e o congelamento dos índices remuneratórios são outros motivos de descontentamento entre os militares da GNR. A ação de protesto tem também como objetivo denunciar o “défice muito grande de efetivos e de meios”.

César Nogueira adiantou que devido à “falta de efetivos” os guardas desdobram-se para que o serviço seja feito e “há postos que não conseguem garantir a patrulha das ocorrências” e defendeu “um reforço de efetivo através de concursos e de uma melhor gestão dos recursos humanos”.

“Há também carência de meios, apesar de já ter sido aprovada uma lei, que ainda não sortiu qualquer efeito”, sublinhou, dando como exemplos o parque automóvel deficitário, a falta de algemas e de coletes balísticos.

Há guardas que têm que comprar algemas, porque os postos onde estão inseridos não as têm e são um material essencial para o patrulheiro. Uma simples algema que é uma coisa irrisória, não existe”, frisou.

Na ação de protesto vão estar também presentes representantes da espanhola Asociación Unificada de Guardias Civiles (AUGC) e o vice-presidente da Confederação Europeia de Polícia (EuroCOP), estrutura da qual a APG faz parte. César Nogueira disse que a GNR é muito similar à Guardia Civil espanhola, mas é a única força europeia militarizada comandado por um general das Forças Armadas.

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