O navio de guerra russa Severomorsk, preparado para a luta anti-submarina, vai estar atracado em Lisboa a partir desta quinta-feira à tarde. Segundo a Marinha, a passagem por Lisboa vai servir para o navio ser reabastecido — de combustível e alimentos –, não estando previstos atos oficiais que envolvam os responsáveis do ramo.

O navio russo chega a Lisboa ao final da tarde (18h é o momento previsto para a atracagem) e, em 48 horas, a tripulação deverá estar de volta ao mar. É uma passagem relâmpago por Lisboa que servirá “reabastecimento, segundo a Marinha. “Trata-se de um ato normal na vida dos navios“, refere o gabinete de Relações Públicas, que refere estar a ser feito um acompanhamento “normal” da aproximação da embarcação. “Não estamos em guerra com a Rússia”, desdramatiza fonte oficial do ramo.

Mas a posição da Marinha — não tendo tornado pública essa “visita” e relativizando a passagem do navio de guerra russo pela capital — contrasta com aquilo que tem vindo a ser a prática nos últimos meses. Entre outubro do ano passado e abril deste ano, por três vezes as autoridades portuguesas deram conta de que havia navios russos em águas nacionais ou próximo da zona de jurisdição portuguesa.

Num desses casos, o mais recente — aquando da passagem do navio russo de pesquisa oceanográfica, o Admiral Vladimirskiy, por águas nacionais — a Marinha chegou a alocar dois dos seus navios “para acompanhar o navio de guerra, no quadro das responsabilidades nacionais na NATO, de partilha de informação e de patrulha e vigilância de navios de interesse”, segundo um comunicado então divulgado.

Antes, em janeiro, quando uma força aeronaval russa composta por seis navios cruzou águas de jurisdição portuguesas, foram chamadas duas lanchas de fiscalização e a fragata Bartolomeu Dias para acompanhar a frota na sua passagem pelo sul do país.

Em fevereiro, o Severomorsk participou nos exercícios navais internacionais AMAN-17, na bacia do mar Arábico. Os exercícios estiveram relacionados com ações de combate à pirataria e de defesa de rotas de comércio internacional.