Os dirigentes do G7 reunidos em Taormina, na Sicília, apelaram esta sexta-feira aos fornecedores de Internet a que se mobilizem para controlar conteúdos extremistas em resposta a um pedido do Reino Unido, atingido na segunda-feira por um atentado.

“O G7 apela aos fornecedores de Internet e aos responsáveis pelas redes sociais para que aumentem substancialmente os seus esforços para resolver o problema dos conteúdos terroristas”, de acordo com a declaração assinada pelos dirigentes de sete dos países mais ricos do mundo (Estados Unidos, Japão, Alemanha, França, Reino Unido, Canadá e Itália).

Também esta sexta-feira, o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, pediu unidade no G7 prevendo que esta seja “uma das mais difíceis” cimeiras, dadas as divergências entre os seus membros. As posições do Presidente norte-americano, Donald Trump, em questões decisivas como as alterações climáticas, o comércio e as migrações divergem das dos líderes europeus, com quem se reúne nesta cimeira do grupo dos sete países mais ricos.

Os líderes do G7, afirmou Tusk, “por vezes têm opiniões muito diferentes” em matéria por exemplo de comércio ou de alterações climáticas, mas o objetivo da União Europeia (UE) é manter a unidade “em todas as frentes”, “defendendo a ordem internacional baseada em regras”.

O dirigente europeu, que falava antes do início da cimeira, disse por outro lado concordar com Trump que a comunidade internacional deve assumir uma atitude “dura, mesmo brutal” contra o terrorismo e contra o grupo extremista Estado Islâmico.

Tusk disse também esperar da cimeira “uma unidade” que conduza a “uma postura a favor” da reafirmação da política de sanções à Rússia pela anexação da península ucraniana da Crimeia e pelo conflito no leste da Ucrânia. O presidente do Conselho Europeu pediu ainda coesão em relação àquele que é “o objetivo mais importante”, a gestão da crise migratória, sublinhando tratar-se de “uma questão global e não local”.