O último dia começou bem cedo. Eram quatro da manhã e nós já estávamos dentro de um autocarro a caminho de Curitiba. Era dia de concerto do Emicida e entre músicos, técnicos e equipa de produção, a comitiva era grande. O que nos valeu foram os bancos que rebatem em cama e o alívio da chegada (que assinalámos com esta foto no elevador do hotel). Será que cabemos todos?

O almoço foi com o Fióti (irmão e manager do Emicida e produtor executivo do Língua Franca). Aproveitámos um prato de arroz com feijão, para conversar sobre a tour de concertos em Portugal e Brasil. Queremos muito levar o Língua Franca para os palcos!

Nunca tinha estado em Curitiba e quis dar um passeio no centro. Cidade simpática, com as suas praças sombreadas a palmeiras, tem muito de Portugal e de trópico ao mesmo tempo. Até a calçada portuguesa nos lembra que no Brasil nunca estamos longe de casa.

Devidamente fardada com a minha t-shirt da Elza Soares (oferta da Lab Fantasma – a marca de roupa do Emicida), preparei-me para a minha participação especial no concerto. Ia cantar uma letra minha num tema do Emicida e uma música do Língua Franca em estreia absoluta! Estava ansiosa por pisar o palco da “Ópera do Arame” com paramentos de Elza para reforçar a moral.

Quem foi também ao concerto foi o Nave, um dos produtores do Língua Franca, e que sendo de Curitiba apareceu para dizer olá! Foi bom conhecer pessoalmente um beatmaker tão importante da cena do Hip Hop brasileiro e um companheiro de equipa, com quem só tinha falado por e-mail. Muito simpático!

O épico concerto de mais de duas horas foi a perfeita celebração destes dias no Brasil. Nas palavras de Emicida (que cada vez mais admiro como pessoa e como artista): “independente da sua fé, música é a nossa religião”! A banda foi incrível, na sua mistura de Hip Hop com sons afro-brasileiros, sempre com uma atitude performativa e entusiasta. E a plateia estava ao rubro! Acho que não há foto melhor para acabar este diário.

Amanhã volto para casa, espero que tenham gostado do passeio.