A Europa tem que “tomar o destino nas suas próprias” porque os Estados Unidos e o Reino Unido “já não são parceiros fiáveis”, disse a chanceler alemã neste domingo durante uma ação de campanha do seu partido, União Democrata-Cristã (CDU), a contar para as eleições de setembro.

Depois de ter classificado como “muito insatisfatório” o debate com os Estados Unidos, durante a cimeira do G7, na Sicília, sobre a necessidade de travar o aquecimento global, Angela Merkel disse que “os tempos em que era possível depender completamente dos outros está a acabar”. Uma perceção que, segundo afirmou, se fortaleceu nos últimos dias.

A Alemanha e a Europa “devem lutar para manter boas relações com os Estados Unidos e com o Reino Unido, mas também com a Rússia e com a França, que elegeu há menos de um mês um novo presidente, Emmanuel Macron, que escolheu Berlim como destino da sua primeira viagem oficial.

Já o Presidente do Estados Unidos avaliou a sua viagem numa luz mais benevolente. Na rede social Twitter escreveu: “Acabei de regressar da Europa. A viagem foi um grande sucesso para a América. Muito trabalho mas grandes resultados!”.

Mas por trás dos apertos de mão e das fotografias de família ficam ainda algumas arestas para limar. Além de se recusar a dizer se os Estados Unidos permanecem ou não dentro no Acordo de Paris, Donald Trump não ofereceu publicamente o seu aval à alínea do pacto da NATO que garante que, se um dos membros for atacado, os restantes devem responder em seu auxílio.

Esta cláusula foi acionada pela primeira e única vez depois dos ataques do 11 de setembro, desencadeando as retaliações que se seguiram.