Taliesin Myrddin Namkai-Meche e Ricky Best morreram na sexta-feira num ataque em Portland (EUA) ao defenderem uma rapariga muçulmana de 17 anos e a sua amiga de provocações num comboio. Uma terceira vítima do ataque, Micah Fletcher, ficou em estado grave. Em poucos dias, mais de 600 mil dólares (cerca de 530 mil euros) foram angariados para as famílias das vítimas.

Os três homens intervieram em defesa de duas adolescentes num comboio urbano, quando um homem de 35 anos, já identificado como Jeremy Christian, começou a lançar insultos e provocações às raparigas, uma das quais usava um véu a cobrir o cabelo.

Nas redes sociais, milhares de pessoas pedem justiça pelas vítimas e uma reação do presidente norte-americano, Donald Trump, que ainda não se pronunciou sobre o ataque.

“Desolador”. Também a ex-candidata presidencial, Hillary Clinton, escreveu no Twitter que “ninguém deve ter que suportar este abuso racista” e “ninguém deve ter que dar a sua vida para o parar”.

Dan Rather, um jornalista norte-americano, escreveu uma carta aberta ao presidente norte-americano a pedir que se pronuncie sobre o ataque. O manifesto foi partilhado mais de 100 mil vezes no Facebook.

Dois americanos morreram e deixaram família e amigos. As suas mortes são lamentadas por milhões de pessoas que estão preocupadas com o que virá. Espero que arranje tempo para dar conta disso.”

Os três homens saíram em defesa das raparigas quando foram atacados com uma arma branca. Christian foi detido pelas autoridades e fica a aguardar julgamento por dois crimes de homicídio agravado, uma tentativa de homicídio, intimidação e posse ilegal de arma sem direito a caução. O jornal Oregonian revelou entretanto que o suspeito já tinha cadastro por outros crimes.

As autoridades federais dizem não ter a certeza se Christian – que alegadamente gritou “todos os muçulmanos devem morrer” – vai enfrentar acusações de crime de ódio.